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Excesso de trabalho e saúde mental
Friedrich Nietzsche, pensador alemão, dizia que por falta de repouso, nossa civilização estaria caminhando para a barbárie; deixando evidente a necessidade de as vezes desacelerar. No Brasil contemporâneo, o excesso de trabalho tem afetado a saúde mental de muitas pessoas, podendo ser considerado uma chaga da sociedade. Isso se deve, sobretudo, à sobrecarga e ao alto nível de responsabilidade exigidos no ambiente laboral. Desse modo, é urgente a reversibilidade do cenário em questão. A princípio, é importante analisar o reflexo da sobrecarga no ambiente de trabalho. Com a exigente demanda por produtos e serviços de qualidade, ofertados em um curto espaço de tempo, as empresas precisam se adequar para atender tais requisitos. Por conseguinte, a cobrança pelo cumprimento de metas acaba recaindo sobre os funcionários, que se sentem na obrigação de mostrarem bons resultados para seus superiores. Em virtude desse fato, a necessidade de se sentir útil naquilo que faz acarreta em uma pressão psicológica, a qual afeta negativamente a saúde de cada indivíduo. Um exemplo dessa sobrecarga é a Síndrome de Burnout, caracterizada pelo esgotamento profissional, resultante do alto índice de cobranças e do estresse crônico no ambiente de trabalho. Logo, é nítido que essa chega é, hoje, um dos mais graves problemas que as empresas enfrentam, necessitando que atitudes sejam tomadas. Cabe, ainda, ressaltar que a responsabilidade que cada indivíduo carrega no seu ambiente laboral afeta outras áreas de sua vida. Posto a quantidade de compromissos a serem cumpridos durante o dia, a carga horária do trabalhador, por muitas vezes, acaba sendo excedida, fazendo com que outros âmbitos da vida, como a prática de esportes, o lazer e as relações sociais, acabem ficando em segundo plano. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), 98% dos brasileiros entrevistados se dizem cansados, motivo este que corrobora para a negligência em outros setores importantes para o bem-estar próprio, trazendo prejuízos para a saúde e a deterioração de relações afetivas e sociais. Portanto, são necessárias medidas que resolvam o impasse. Logo, é imperiosa uma ação do Governo, juntamente com o Ministério do Trabalho, que deve, por meio de parcerias público-privadas com as empresas, flexibilizar a carga horária de seus funcionários, através de uma distribuição igualitária de metas, de forma que não os sobrecarregue, e permita que sobre tempo disponível para se dedicarem em outras áreas de suas vidas. É importante, também, que seja ofertado apoio psicológico, com profissionais da área, para os trabalhadores, com o fito de efetivar melhorias nas condições atuais de trabalho e, assim, interromper o caminho para a barbárie, como havia dito Nietzsche.
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