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Excesso de trabalho e saúde mental

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) garante a todos os indivíduos o direito à educação ,trabalho, saúde e ao bem estar social. Conquanto, os transtornos ocasionados pelo excesso de trabalho, no Brasil, que são gerados não só pela carga horária intensiva que muitas empresas submetem os seus funcionários, como também pela ausência de aplicação de maneira correta das leis que proíbem tais atos, impossibilitam que uma parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Assim, hão de ser analisados os fatores que influenciam na incidência dessa problemática, a fim de que se possa amenizá-los de maneira eficaz.


Desde a Segunda Revolução Industrial, com a implementação do modelo produtivo conhecido como fordista, a população teve que trabalhar cerca de 14 horas diárias executando a mesma função , ocasionando,assim, vários problemas na saúde mental. Contudo, esperava-se que ao passar dos anos tais comportamentos fossem deixados de lado, porém, ocorreu totalmente o contrário, haja vista que, muitas pessoas na contemporaneidade ainda se submetem a ofertas de empregos abusivas pela falta de opção no mercado de trabalho. Segundo pesquisa feita pela Secretária da Previdência, do estado de São Paulo, cerca de 73 pessoas foram retiradas de seus cargos por sofrerem consequências mentais pelo trabalho excessivo.


Outrossim, é imperativo pontuar que tal fenômeno deriva, ainda, da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Isso se torna mais claro, por exemplo, ao observa-se o recente cenário de cidadãos sendo expostos a serviços com carga horária elevada, tendo como consequência o desenvolvimento de doenças crônicas, como a síndrome de burnout, gerada pelo esgotamento profissional. No entanto, é inadmissível que em um Estado signatário da (DUDH) , o governo permita que a população seja obrigada a trabalhar mais do que o previsto na Constituição, por conta da omissão de oportunidades no mercado de trabalho, sem punir os responsáveis por tal exploração da mão de obra.


Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater a continuidade do supracitado advento na sociedade contemporânea. Para tanto, urge que o Ministério do Trabalho - em consonância ao governo, invistirem em fiscalização nos locais de trabalho, com parcerias público-privadas que desenvolvem pesquisas relacionadas aos transtornos ocasionados por tais desgastes, para punir quaisquer violações dos direitos trabalhistas, com o intuito de acabar com os impasses de exploração da mão de obra, como o da época da Segunda Revolução Industrial. Com tais implantações, doenças como a síndrome de burnout serão uma mazela passa na História brasileira.

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