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Excesso de trabalho e saúde mental

Na época da primeira Revolução Industrial, período marcado pela ausência de leis trabalhistas, os empregados das fábricas produziam entre dezesseis e vintes horas por dia, visando exclusivamente o enriquecimento dos patrões. Nesse contexto, tais cidadãos eram castigados com o excessivo tempo de colaboração e, por consequência, adquirindo o cansaço mental. Logo, deve-se analisar como os fatores sociais e governamentais afetam esse cenário flagelador.


Em primeiro lugar, cabe entender de qual forma o trabalho é visto pela sociedade contemporânea. Dentro disso, pode-se traçar um paralelo com a Grécia Antiga, visto que, o ócio era algo respeitado pela população vigente. Analogamente, o emprego se tornou sinônimo de consideração, avaliado por um mundo capitalista, que divide as categorias com base na remuneração financeira, provocando a busca intensiva por afazeres para ascender na comunidade civil. Desse modo, o excesso de trabalho causa doenças de cunho psicológico, a exemplo da síndrome de burnout, ocasionada devido ao acúmulo de tarefas.


Ademais, é válido ressaltar o meio institucional como fundamental no entrave. Dentro disso, o filósofo grego Aristóteles afirmou que a base para qualquer sociedade seria através da justiça. Entretanto, a ausência dos órgãos governamentais na fiscalização do trabalho exagerado e no descumprimento das leis trabalhistas atuais gera a persistência da "escravidão" profissional no país. Com isso, o pensamento Aristotélico entra em conflito com o sistema vigorante.


Diante do exposto, faz-se necessário que o Ministério da Educação promova debates em escolas e universidades do país sobre o mercado de trabalho, evidenciando como a intensa jornada ocupacional pode ocasionar danos mentais aos futuros empregados, com o intuito de preparar a próxima geração para os riscos do profissionalismo exagerado. Além disso, o Poder Executivo, por intermédio do Procon, deve fiscalizar diariamente empresas que descumprem regras trabalhistas impostas pela lei, punindo com multas baseadas na arrecadação das próprias, dessa maneira, evitando o assédio aos funcionários no que se refere ao abuso de tarefas e tempo. Somente assim, tais iniciativas serão decisivas no processo de enfrentamento do excesso de trabalho e esgotamento psicológico dos servidores no Brasil.





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