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Estereótipos na mídia e na literatura

            Consoante a Constituição Federal de 1988, compete ao Estado promover o bem-estar coletivo mediante a supressão de quaisquer formas de discriminação. No entanto, quando se observa a difusão de estereótipos pela mídia e literatura, no Brasil, atualmente, nota-se que, em razão da inoperância governamental, parte significativa da sociedade sofre com as consequências inerentes à persistência dessa adversidade, fato esse que, por sua vez, evidencia o não cumprimento de um dever previsto na Carta Magna brasileira.


            A princípio, convém citar um conceito de Émile Durkheim, segundo o qual afirma que os fatos sociais moldam a maneira de agir dos indivíduos pela influência que exercem sobre eles. Nesse âmbito, é seguro afirmar que a difusão de estereótipos pela mídia e literatura – com destaque aos que se referem a grupos minoritários, de acordo com a máxima de Durkheim, atuam na sociedade como um fato social patológico, uma vez que, em virtude do compartilhamento de visões preconceituosas acerca de diferentes etnias, promovem a criação de um ideário popular marcado por conceitos efêmeros e generalistas, o que, por conseguinte, resulta em uma desarmonia em meio coletivo. Desse modo, depreende-se que existe a necessidade de se suprimir tal fato responsável por essa conjuntura de segregação social.


            Além disso, cabe frisar que a inércia estatal, no que tange à implementação de políticas sociais que promovam um esclarecimento popular, é um dos principais fatores à persistência do problema em questão, haja vista que, entre outros motivos, a ausência do pensamento crítico torna os indivíduos suscetíveis à influência de determinados fatos sociais patológicos – tais como os estereótipos difundidos por obras literárias e pelas mídias. Nesse sentido, é conveniente mencionar um pensamento do escritor irlandês Oscar Wilde, o qual aponta a insatisfação como o primeiro passo para o progresso do homem ou de uma nação. Dessa forma, ao analisar a afirmativa de Wilde, infere-se que há uma indispensabilidade de se esclarecer a coletividade acerca dessa questão, posto que a participação popular possui grande relevância para mudar essa realidade social.


            Logo, a partir dos argumentos mencionados, é imprescindível que o Ministério da Educação crie projetos que visem mitigar essa problemática. Com base nessa premissa, é primordial que – por intermédio palestras, debates e trabalhos periódicos, com a participação de familiares ou responsáveis – ocorra, no ambiente escolar, a implementação de programas educativos que busquem esclarecer a população acerca das causas e consequências da manutenção de estereótipos em meio social, com o objetivo de garantir o desenvolvimento da criticidade popular e, então, transformar a sociedade em um mecanismo capaz de atenuar tal adversidade. Tudo isso com o propósito de que o tecido social, enfim, possa se beneficiar de um direito constitucional e indispensável ao bem-estar coletivo – a garantia da supressão de quaisquer formas de discriminação.

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