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Estereótipos na mídia e na literatura

Na série estado-unidense "Brooklyn 99", todo seu elenco e sua história surgiram para quebrar paradigmas, o capitão da polícia é um homem negro homossexual, as melhores detetives são latinas na vida real e o sargento é negro, musculoso e gentil. De maneira análoga, tal fato não corresponde totalmente ao hodierno cenário brasileiro, uma vez que o estereótipo prevalece na cultura. Nesse sentido, a raiz histórica atrelada à negligência midiática configuram um grave problema social.


Em primeira análise, é indubitável que a história corrobora a padronização de identidades no entretenimento. Isso porque, devido ao Darwinismo Social, ideologia que se baseia na superioridade de raças e aquelas inferiores deveriam ser dominadas. Sob tal óptica, pessoas negras, latinas e asiáticas eram consideradas incapazes, por isso era dever da raça pura branca espalhar o conhecimento. Por conseguinte, tal fração população ainda é vista como preguiçosa, frágil e incompetente, o que incetiva a xenofobia e o estereótipo dentro da literatura e da televisão.


Ademais, os meios de comunicação colaboram diretamente para a problemática em pauta. Conforme o filósofo Jurgen Habermas, a mídia é ferramenta de construção social. Destarte, as narrativas as quais mostram pessoas negras "burras", latinas "amantes" ou "traficantes" e asiáticos "gênios", isso molda o todo alienado na padronização. Em razão disso, há uma perda de identidade desse grupo, o qual é definido negativamente pelo que é apresentado no meio de comunicação e nas obras literárias.


Infere-se, portanto, que se faz necessária uma ação para superar a rotulação nas formas de entretenimento brasileiro. Para tanto, é mister que o Ministério da Educação apresente a diversidade racial fora do padrão, por meio de debates acerca do eixo temático, os quais exigiam pesquisas e relatórios sobre diversas histórias dessas sociedades, para mitigar essa prática deplorável. Outrossim, é preciso que o Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária expanda as oportunidades para os segregados, mediante o requerimento de pelo menos 2 etnias diferentes nos programas, com o fito de ampliar a representatividade e enfim combater essa chaga social. Sendo assim, será possível apresentar a pluralidade do mundo semelhante à série supracitada.

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