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Estereótipos na mídia e na literatura

O universo de Hollywood e as obras literárias arcaicas estão repletos de estereótipos baratos e obsoletos, no qual transmitem uma imagem social errônea. Tal contexto pode ser evidenciado, por exemplo, nas animações da Disney, principalmente as feitas no século XX, na qual trasmitem uma visão sexista, misógina, racista e, principalmente, traz um ideal etnocêntrico, elevando a supremacia conservadora e patriarcal. Sob esse ângulo, análogo ao supracitado, a realidade hodierna canarinha é manchada pela influência da mídia e literatura, no tocante à sexualidade, relações intersexuais e entre etnias, em que fica evidente a superioridade do homem hétero caucasiano, marginalizando todas as outras expressões do genótipo e/ou fenótipo humano.


É incontrovertível o impacto do exposto, pois cria no ambiente vivencial uma ideia de que existem normas preestabelecidas, comportamentos esperados e que os indivíduos não podem fugir disso. Tal pensamento é explicado pelo sociólogo Durkheim, como fato social, no qual se torna imperioso atender as expectativas sociais, exaurindo a liberdade de expressão individual. Dessa forma, crianças crescem sendo bombardeadas pelos papeis de gênero e que é errado o menino gostar de boneca, e a menina gostar de carros. Nesse contexto, as peças midiáticas influenciam de forma pesada a formação pessoal na juventude, necessitando contornar essa problemática.


A série “Hollywood” retrata os EUA nos anos de ouro do cinema, em que descontrói a noção das produções vigentes da época, sendo interpretada por uma mulher negra e roteirizado por um homossexual. Todavia, fora ficção, os filmes hollywoodianos se tornaram uma arma poderosa na disseminação de preconceitos, no qual a mulher é a frágil, a negra é a empregada, o asiático é o vilão e o negro é o marginal. A necessidade do príncipe encantado, de que os problemas serão solucionados com um beijo, é uma abordagem machista e retrógrada, em que produz nas meninas uma ilusão de completude, apenas se estiverem com a figura masculina. Consoante a isso, tais cenários são contraproducentes, porquanto impedem a ruptura das formas de discriminação e o avanço social.


Mediante ao elencado, é tácito os impactos do abordado, porquanto, vê-se mister quebrar esses paradigmas que tanto atrasam o desenvolvimento. Por conseguinte, a Secretaria de Direitos Humanos, junto com instituições de educação, devem começar um diálogo na sociedade, através de mesas redondas em escolas, peças midiáticas, como comerciais e curtas, visando desmistificar os clichês criados na tenra idade e intensificados na maioridade, evidenciando a ideia de Kant, de que as pessoas são reflexo da educação que recebem. Ademais, os pais, auxiliados pelo apoio escolar, devem instruir seus filhos a questionar o que lhes são impostos, consequentemente, pela mídia, tendo como objetivo de criar nelas o senso crítico, o respeito à diversidade e valorizarem a liberdade de expressão individual. Dessas e de outras formas, traremos à realidade a ficção, mitigaremos o estado de mente arcaico, honrando todas as formas de existência.

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