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Erradicação da fome

No filme "Vingadores", o personagem Thanos decide dizimar metade da população do seu universo objetivando manter o equilíbrio entre o mesmo. Fora da ficção, há quem acredita que o problema da fome do mundo hodierno compete-se a superpopulção. No entanto, tal fenômeno ocorre principalmente devido a má distribuiçãode alimentos, influenciada principalmente pela concentração de terras e a falta de incentivos ao pequeno produtor. Nesse sentido, é preciso que órgão competentes assumam o seu papel buscando erradicar tal problemática.


Primeiramente, é válido destacar que a concentração fundiária é um dos principais agentes que contribui para o aumento significativo da fome no mundo. Nesse raciocínio, os que detêm da maior parte das terras disponíveis estão preocupados com a monocultura exportadora. Nesse sentido, têm-se como exemplo o Brasil, o qual possui o título de maior exportador de soja do mundo onde, segundo o portal de notícias "G1", em torno de 45% das terras estão divididas entre 1% a população. Dessa forma, com o expressivo número de latifúndios sem foco para o abastecimento interno, ocorre a aplicação da lei da oferta e da procura, gerando assim o aumento dos preços dos alimentos. Logo, torna-se necessário uma intervenção inteligente para que se reduza o preço dos alimentos sem afetar os números da exportação.


Ademais, é indubitável saber que o investimento em tecnologia é imprescindível para a erradicação de esse problema social. Como prova de tal afirmação, é possível visualizar o aumento significativo de terras agricultáveis em áreas desérticas promovidas por países como Israel. No entanto, o que se percebe é a não valorização do pequeno agricultor, o qual é o principal responsável pela oferta de alimentos na sociedade, onde é acometido pela falta de capital necessário para a aquisição de novas técnicas e maquinários. Assim, sem dispor de auxílios tecnológicos, o pequeno produtor não consegue atender a demanda e por conseguinte ocorre a precarização da plantação e o fluxo de alimentos para as classes com maior poder aquisitivo.


Portanto, sabendo-se que a concentração fundiária e a exclusão tecnológica impendem a eliminação dos focos de fome, é preciso que instituições como o Estado assumam o seu papel visando mitigar tal cenário. Para isso, os governos em parcerias com Ong´s como a Fraternidade Sem Fronteiras, podem levar capacitação aos pequenos agricultores sobre o uso de adubação ecológica e novas técnicas de plantação. Ademais, órgãos estatais como a empresa brasileira Embrapa, devem ampliar a oferta de pesquisas buscando disponibilizar produtos mais acessíveis a pequena produção rural para que assim se aumente a oferta de alimentos e por conseguinte a redução do seu preço. Dessa forma, só assim a fome deixará de ser inspiração para ideias semelhantes a de Thanos.


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