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Epidemia de sífilis no Brasil

A constituição federal de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema jurídico - assegura a todos o direito à educação e à saúde. Entretanto, essa diretriz não tem acompanhado as rápidas e inúmeras modificações sociais que tem ocorrido nas últimas três décadas. Exemplo disso, é a alteração da mentalidade e consequentemente da vida sexual da população, o que que infelizmente, sem a devida orientação, trouxe de volta à sociedade uma epidemia de sífilis. Dessarte, para combater essa situação e prevenir piores, como um novo surto de AIDS, faz-se necessário discorrer a cerca das causas e soluções para essa problemática.
Mormente, a primeira causa da mudança comportamental sexual reside na transformação da moral que regia a sociedade: antes mais atrelada à religião, que instruía que o sexo deveria acontecer somente sob matrimônio e com o objetivo de procriar, já hoje mais desprendida desses dogmas.Reflexo disso se encontra em dados do Ministério da Saúde que atestam que o número de parceiros sexuais por pessoa aumentou, condição que se não orientada, é propícia para espalhar DST's (doenças sexualmente transmissíveis).
Um segundo fator encontra-se no menor uso da camisinha. Seja pela evolução de métodos contraceptivos orais e intrauterinos e da preferência por eles, que focam na contracepção, mas não na proteção contra doenças, seja pelo fim do grande medo de se contrair AIDS que um dia houve ou pela falta dessa experiência, devido ao nascimento póstumo a essa época. Prova disso encontra-se em dados do IBGE que mostram a diminuição do uso desse preservativo por adolescentes de 13 a 15 anos.
E por fim, a falta de orientação dos pais e de educação sexual que deveria ser aprendida na escola, têm suas contribuições para a desinformação de adolescentes, o que prejudica diretamente a saúde de toda a população brasileira. Esse cenário deve-se ao grande tabu que ainda é o sexo, herança cultural e histórica da moral católica que já foi a base da sociedade.
Urge, portanto, que o Ministério da Educação enfrente a discriminação que envolve o assunto sexo e implante no currículo escolar a disciplina de educação sexual, cujo objetivo seria apenas informar com qualidade sobre prevenção e riscos relacionados a essa questão, além de formar profissionais qualificados para essa área por meio de cursos de extensão. Ademais, o Ministério da Saúde deve promover campanhas mensais no horário nobre da televisão para incentivar a população a se prevenir com o uso de camisinha e ampliar a divulgação da existência da distribuição gratuita dessa preservativo nos postos de saúde, contribuindo assim para uma sociedade mais sadia e para o esclarecimento e diminuição do preconceito a cerca desse tema.
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