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Enfrentamentos da mobilidade urbana no Brasil

O pensamento do economista inglês Thomas Malthus, estaria hoje sendo considerado menos equivocado, caso ele ao invés de ter afirmado que a população cresceria em progressão geométrica e os alimentos em progressão aritmética, falasse que a população teria um crescimento em progressão geométrica e o planejamento urbano em progressão aritmética. O êxodo rural intenso da segunda metade do século XX, provocou um inchaço urbano desordenado, que afeta todos os setores da sociedade, em especial, o modo das pessoas se locomoverem nas grandes cidades.
Em um país como o Brasil, em que o IBGE estipula que 84% da população é urbana, fica evidente que a infraestrutura dessas grandes cidades deveria ser condizente com o índice demográfico. No entanto, nota-se a falha nessa afirmação quando é exposto as situações das grandes avenidas do país: congestionamentos precários pela imensa frota de carros da nova população de classe média e alta, caos nos transportes públicos que não conseguem abrigar nem um terço de toda a população que necessitam deles e uma imensa dor de cabeça para os ambientalistas que estudam os prejuízos desses crescimento automobilístico para a natureza.
Segundo o CETESB, 90% da poluição na cidade de São Paulo advém dos carros. Esse índice poderia ser minimizado caso a população utilizasse os transportes coletivos, reduzindo drasticamente o número de veículos nas ruas. No entanto, a precariedade na maior parte dos ônibus, metrôs e trens públicos, desanima boa parte da população à optar por esse meio menos maléfico ao meio ambiente. Isso porquê, a insuficiência dos transportes públicos e/ou a instabilidade no conforto dos mesmos, torna esse meio de mobilidade quase incogitável para a população que ainda tem como escolher de que forma vai se locomover.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para isso, o governo em parceria do Ministério dos Transportes, deve destinar mais verbas para a criação de novos ônibus, trens e metrôs, além de investir na modernização dos já existentes. O governo também deve criar mais ciclovias nas grandes cidades, com medidas que estimulem o uso delas pela população, como por meio de promoções viáveis para o aluguel de bicicletas. Ademais, a mídia deve investir em propagandas que explore a conscientização da população à dar carona ao vizinho, deixar o carro em casa e ir de transporte público e afins.
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