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Enfrentamentos da mobilidade urbana no Brasil

Apesar de viver no Brasil, desde a promulgação da Constituição de 1988, um período de ampliação dos direitos individuais, a dificuldade de locomoção, encontrada principalmente nos grandes centros urbanos, é um empecilho à efetivação da cidadania. Notar a persistência de panoramas, com vistas à conturbada mobilidade urbana brasileira, que prejudicam a qualidade de vida da população, dá caráter urgente a esse tema, analisando-se aspectos humanísticos e estruturais.
Em primeiro lugar, quando Kant afirma que "o homem é aquilo que a educação faz dele", ratifica a importância do caráter didático, definindo os atos do indivíduo em sociedade. A partir desse pressuposto, prevê-se que, em um corpo civil em que o consumo é fator de inserção e diferenciação social, parte da população se sinta estimulada a adquirir um veículo individual em prol de uma maior integração na comunidade. Há, dessa maneira, o crescimento do número de transportes particulares.
Outrossim, segundo Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agir e pensar, dotado de exterioridade, coercitividade e generalidade, o que evidencia a influência da sociedade na formação do indivíduo. Seguindo a linha de pensamento do filósofo, o fraco investimento do Estado em políticas públicas relacionadas à mobilidade urbana, como a melhoria dos transportes coletivos e a ampliação da malha cicloviária, acaba fortalecendo o estímulo à aquisição de transporte individual, uma vez que a atuação estatal influencia o comportamento do cidadão. Por conseguinte, há o fortalecimento da perspectiva do veículo particular, mesmo com a lentidão das vias rodoviárias, como fuga à falta de alternativas.
Fica evidente, portanto, a necessidade de se romper com paradigmas que prejudicam a evolução do Estado de bem-estar social. O Ministério das Cidades deve aumentar os investimentos em mobilidade urbana, incluindo desde a ampliação da malha cicloviária até a implementação de subsídios às empresas de transporte coletivo, com a finalidade de facilitar o deslocamento do cidadão. À escola, cabe o papel de abordar os aspectos positivos do uso da bicicleta, utilizando a promoção de eventos temáticos, que incluam pais e alunos, para abordar esse tema, com o objetivo de engajar uma gradual mudança de hábitos. Surgem, assim, oportunidades de construirmos uma sociedade mais harmônica.
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