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Enfrentamentos da mobilidade urbana no Brasil

  De acordo com Henri Lefebvre, o direito às cidades consiste na prerrogativa de se poder habitar, usar e participar da produção de espaços urbanos justos, inclusivos, democráticos e sustentáveis. Embora o proposto por Henri seja almejado por cidadãos de todo o Brasil, a mobilidade urbana requer especial planejamento e investimento para atender o número de pessoas que precisam se deslocar diariamente, de forma rápida, confortável e segura. Entretanto, além do transporte público não ser suficiente, muitas vezes o local de apanhamento é extenso e acaba por obrigar as pessoas a saírem de casa muito cedo, as fazendo optar por transporte particular. Portanto, dois fatores fazem-se relevantes: qualidade e eficiência do transporte público.


  Primeiramente, em 1956, Juscelino Kubitschek supervalorizou rodovias e automóveis, incentivando a aquisição como forma de comodidade e status, com o intuito de transformar o Brasil em um país desenvolvido economicamente. Todavia, o sinônimo de desenvolvimento atualmente é outro, pois o automóvel, aliado a perca de tempo nos horários de pico, ainda traz prejuízos ambientais. Segundo o jornal Folha de São Paulo, para cada 4 pessoas, há 1 carro, reforçando o fato de que deve haver investimento em transporte público, melhorando a qualidade de vida populacional.


  Outro fato de suma relevância seria preferência populacional à carros, visto que, a comodidade, segurança e, levando em conta a frequência que o transporte público passa, é cômodo obter seu próprio meio de transporte. Logo, cidades como São Paulo superlotaram e aderiram à pratica do rodizio de carros diariamente, uma vez que, criar rodovias não é uma alternativa viável, já que a falta de espaço rodoviário só se resolverá com desapropriação e desmatamento. Neste caso, além de não resolver, agravaria outros problemas de moradia e ambientais.


Por conseguinte, para que os ideais de Henri sejam seguidos e que haja qualidade e eficiência no transporte público, o tornando a melhor escolha frente aos automóveis, afim de intensificar a mobilidade urbana e não agravar problemas ambientais e de moradia, se faz necessário uma intervenção estatal. Por isso, o Ministério da Infraestrutura deve construir mais pontos de ônibus, com trechos mais curtos, com a finalidade de fazer com que embarque mais gente, otimizando tempo, para que a população não chegue atrasada e nem precise esperar horas por uma única lotação. Além disso, é importante que o DNIT construa e expanda ciclovias nas principais avenidas, com o intuito de aumentar a variedade de transportes, além de ser um meio sustentável de locomoção. 

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