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Enfrentamentos da mobilidade urbana no Brasil

Na década de 50, o presidente Juscelino Kubitschek implementou o Modelo Rodoviarista no Brasil, ou seja, construiu, melhorou e ampliou as rodovias do país. No entanto, apesar de esse plano ter sido importante para a integração do território, o inchaço urbano, ocorrido com a urbanização, exige novas alternativas de transporte, uma vez que o padrão de mobilidade atual tornou-se insustentável. Desse modo, políticas públicas são necessárias a fim de mitigar os problemas ambientais e de deslocamento enfrentados pela sociedade.


Em primeiro plano, é imprescindível destacar que a queima de combustíveis fósseis pelos automóveis afeta diretamente a dinâmica ambiental. De acordo com dados do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), somente em São Paulo são emitidas 7,2 toneladas de gases do efeito estufa (GEE) por dia, causando alterações climáticas e contribuindo para o aquecimento global. Nesse sentido, nota-se a importância do transporte coletivo seguro e de qualidade para a diminuição do número de carros circulantes nas grandes cidades e consequente diminuição dos impactos ambientais.


Outrossim, é importante analisar a preferência dos indivíduos para com os transportes individuais. Apesar da existência da Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), lei que vigora no Brasil desde 2012, há pouco investimento no modal metroviário, nos veículos leves sobre trilho (VLTs) e nas ciclovias, por exemplo, além da ausência de informativos e campanhas que estimulem a adesão popular a esses meios de locomoção, denotando que o espaço urbano poderia ser melhor aproveitado. Assim, configura-se um contexto de amplos engarrafamentos, uma vez que falta integração dos modais para escoamento de mercadorias e de pessoas, o que corrobora prejuízos financeiros e ambientais.


Torna-se evidente, portanto, a necessidade de homogeneização do espaço urbano, visando a mobilidade sustentável no Brasil. Nesse âmbito, o Poder Executivo deve exigir o cumprimento da lei pelo Governo, que deve, por meio de uma redefinição de prioridades orçamentárias, ampliar alternativas ao modelo rodoviarista, implementando veículos coletivos não motorizados e integrados, além de promover incentivos fiscais às empresas que aderirem a tal proposta. Além disso, cabe ao Ministério do Meio Ambiente a promoção de campanhas nas escolas e nas mídias, com o fito de conscientização da população sobre os prejuízos socioambientais decorrentes da cultura do uso dos automóveis individuais. Somente assim, será possível converter a tradicional ideia rodoviarista do século passado para uma mente inovadora, limpa e acessível.

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