O CUPOM VOUPASSAR35 É VÁLIDO POR: dias horas minutos segundos

Enfrentamentos da mobilidade urbana no Brasil

No governo de Juscelino Kubitschek, a economia brasileira foi grandemente aberta a multinacionais, com foco na indústria mais revolucionária da época: a automobilística. No entanto, a precipitada prioridade dada aos automóveis causou a negligenciação das ferrovias e hidrovias nacionais, fazendo com que, hoje, a maior parte do transporte de cargas e pessoas dirija-se às ruas e estradas. Entretanto, trata-se de um uso excessivo que deve ser refreado, haja vista o seu alto índice de poluição e sua ineficiência.


Em primeira análise, observa-se a tendência dos países desenvolvidos ao desuso dos automóveis individuais. Para alcançar o êxito nessa transição, é necessário que o governo intervenha, a exemplo do Canadá, onde há serviço de ônibus de alta qualidade por um baixo preço, e do Japão, o qual proporciona uma grandiosa malha de metrô com alta tecnologia empregada. Ademais, as medidas devem ser amparadas pelo incentivo ao ciclismo através da criação de ciclovias e da consciência ambiental que deve ser suscitada desde a escola.


Ainda pela prioridade dada economicamente aos automotores, os transportes de carga intra-regionais não exploram as potencialidades hidroviárias e ferroviárias do território. Logo, a alta concentração de fluxos materiais urbanos nas rodovias gera um trânsito voluptuoso e violento, assim como aponta Leandro Karnal em "Todos contra todos"; no livro, o autor ratifica o trânsito como uma face do ódio humano, sendo uma das maiores causas de morte e estresse no mundo todo. Portanto, depreende-se que a diminuição do contingente automobilístico deve ser uma meta para o governo.


Para tanto, as secretarias de transporte municipais devem destinar maiores verbas para a melhoria do transporte público e seu barateamento, a fim de atrair a população ao seu uso. Outrossim, com o intuito de diminuir a frota de automóveis particulares, as administrações públicas devem incentivar o uso de bicicletas por meio da criação de ciclovias e suas sinalizações específicas. Sendo assim, o Brasil seguirá a tendência de poluir menos e tornar mais eficaz a locomoção dos cidadãos nas cidades.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!