O CUPOM VOUPASSAR35 É VÁLIDO POR: dias horas minutos segundos

Enfrentamentos da mobilidade urbana no Brasil

O percurso do problema da mobilidade urbana até a sua extinção
Funcionando conforme a segunda lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, o mudando de percurso, o caos da mobilidade urbana é um contratempo presente na sociedade brasileira. Com isso, em vez de funcionar como a força suficientemente capaz de alterar a rota deste problema, rumo à extinção, o aumento do uso de veículos particulares aliado às suas consequências nas cidades contribuem com a situação atual.
Ao se examinar a fundo algumas das causas da difícil deslocação nos espaços urbanos da contemporaneidade, lembra-se que foi com o governo de Juscelino Kubitschek que se instalou a indústria automobilística no Brasil, a principal responsável por criar a cultura de que carros são sinônimo de status social, uma ideologia típica do capitalismo. Nesse sentido, é compreensível o aumento de 7% ao ano, nos últimos 15 anos, da frota de automóveis, principalmente nas grandes cidades. No mesmo período de tempo, houve uma perda de 30% da demanda de transportes públicos, condição que agrava o problema e que pode ser facilmente explicado pela ineficiência do serviço, em aspectos como locomoção, conforto e pontualidade.
Em consequência de tais fatores, somados ao crescimento populacional, é perceptível nas cidades brasileiras grandes congestionamentos, principalmente em horários de pico, ao se considerar que um carro transporta poucos passageiros, além de ocupar espaço. Em vista disso, é estimado que, por ano, o paulistano passa, em média, o equivalente a um mês e meio parado do trânsito. Ainda convém lembrar que, o amplo uso de automóveis particulares é prejudicial ao meio ambiente devido a emissão de gases poluentes que são nocivos às pessoas e ao planeta.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de adotar medidas que melhorem o cenário da mobilidade urbana no Brasil. Por conseguinte, em uma parceria entre o Ministério das Cidades e o dos Transportes, é possível diminuir o uso dos automóveis particulares implantando veículos sobre trilhos, que ofereçam serviço de qualidade, nas cidades brasileiras, como o metrô, já que este tem capacidade para muitas pessoas. Ademais, cabe a cada município criar ciclovias e dispor bicicletas públicas para aluguel, ideia já implementada e bem sucedida em Londres, de forma a incentivar o uso desse transporte alternativo que, além de amenizar o problema da mobilidade urbana, é benéfico ao meio ambiente. Só assim, será possível funcionar conforme a força descrita por Newton e a mudar o percurso do problema da permanência para a extinção.
Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!