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Enfrentamentos da mobilidade urbana no Brasil

Define-se mobilidade urbana como o deslocamento de um grupo de indivíduos em áreas urbanas, como os municípios. A tecnologia, fruto revolucionário do período pós Guerra Fria, contribuiu para o surgimento dos meios de transporte, os quais facilitam e, em contrapartida, complicam a vida humana. Sabe-se que o crescimento desenfreado e desordenado do contingente populacional tem gerado problemas aos países subdesenvolvidos. No Brasil, esses contratempos trazem à tona a má gestão pública da nação, e o grande desafio enfrentado por milhões de brasileiros se relaciona com carros bem como transportes coletivos.
O pensador Maxwell Salgado, em uma de suas reflexões, evidencia que enquanto as alternativas da mobilidade urbana beneficiarem carros, o trânsito não irá melhorar. São Paulo, por exemplo, é uma metrópole com cerca de 12 milhões de pessoas, cujo a maioria é detentora de seu automóvel particular. Ao chegar às ruas, os resultados são congestionamentos frequentes, além da maior poluição ambiental, tendo em vista a alta emissão de gases tóxicos na atmosfera, como o monóxido de carbono. Logo, a qualidade de vida do cidadão é atingida pelos fatos supracitados e também pelo estresse no trânsito, podendo acarretar em discussões ou até mesmo graves acidentes.
Outrossim, Immanuel Kant, em sua teoria do Imperativo Categórico, ressalta que as pessoas devem ser tratadas com dignidade, e não como coisas dotadas de valor. Embora uma das funções do Estado seja promover o desenvolvimento humanitário, segundo a Constituição Brasileira, sabe-se que há um monopólio de grupos administrativos cujo visam somente o lucro. Logo, a má qualidade de ônibus é constantemente vista na precariedade, sem condições de uso ou com necessidade de reparos, além dos preços abusivos das passagens. Ao retomar o pensamento de Maxwell, certamente o trânsito não progredirá com um alto número de carros, logo também continuará no mesmo ponto caso não prevaleça a dignidade e não priorize o desenvolvimento humano.
Portanto, a problemática é enfrentada pelos cidadãos com a baixa qualidade do trânsito e transportes coletivos. A realidade encontrada na reflexão de Maxwell mostra que a mudança desse cenário poderá ser efetuada com o uso de automóveis grupais, mas com a integridade devida, como ressalta Kant. Assim, o Estado em consonância com a gestão administrativa de transportes públicos devem estipular acordos dos quais optem pelo sentido de dignidade e não lucratividade e com campanhas que incentivem o transporte coletivo qualitativo para toda a população. Dessa forma, o país tornará o conceito de mobilidade urbana algo que facilite e melhore as vivências humanas.
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