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Enfrentamentos da mobilidade urbana no Brasil

Congestionamentos, passagens caras, morosidade, asfaltos destruídos e sinalização precária: esse é o retrato dos grandes centros do país. A crise da mobilidade urbana, além de comprometer o bom funcionamento do trânsito, afeta a qualidade de vida da população.

Mormente, ressalta-se a visão distorcida que muitos têm acerca do problema. A ideia de que o uso de bicicletas seja viável é muito difundida, porém equivocada. Segundo o IBGE, as ciclovias representam apenas 1% da malha viária das capitas do Brasil. Dessa forma, nota-se que a menos que haja um investimento maciço na construção de estruturas do tipo, é ilógico enxergá-las como uma solução de curto prazo.

Ademais, salienta-se o cenário lamentável e displicente em relação à acessibilidade. Pessoas com deficiência enfrentam muitas dificuldades para se locomover, pois muitas construções não obedecem às regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Assim, o tema se mostra gerador de assimetrias sociais, uma vez que exclui, mesmo que não intencionalmente, um grupo.


A mobilidade urbana é, portanto, uma questão que engloba aspectos sociais, econômicos e estruturais, e por isso, tem impactos tão notórios. Cabe às secretarias municipais de transporte solicitar que as prefeituras construam rampas e pisos táteis obedecendo a ABNT, a fim de promover a inclusão de pessoas com deficiência. Ao Governo Federal, compete a oferta de incentivos fiscais às empresas que utilizem transportes alternativos como trens e balsas para suas cargas, pois têm manutenção barata e são viáveis no território nacional.
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