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ENEM 2019 : Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Na obra "Utopia" de Thomas More, é retradada uma sociedade perfeita, fundamentada pela ausência de conflitos e problemas sociais. Nesse ínterim, o que se observa na realidade brasileira é o oposto do que o autor prega, em virtude da falta de cinemas em regiões não metropolitanas. Isso se deve tanto pela falta de organização urbana, que favorece os grandes centros urbanos, quanto pela falta de investimento em infraestrutura nas cinematografias. 


 


 


Em primeira análise, é válido ressaltar que o mau planejamento urbano é um fator que contribui para com a antidemocracia cinematográfica, uma vez que os grandes centro urbanos detêm de grande poder e influência econômica e consequentemente, infere no plano cultural de pequenas e médias cidades que, por sua vez, não possuem salas de cinema. Nesse sentido, no ano de 2019, o lançamento do longa Vingadores: Ultimado foi muito esperado pelos fãs brasileiros, entretanto, fãs que residem no interior do país viram-se incapacitados de acessar ao filme, haja vista que não contam com o acesso às salas de cinema. Nesse sentido, faz-se essencial que haja uma reestruturação no plano de cinemas brasileiros, para que toda população tenha acesso igualitário. 


 



 Ademais, a carência de investimentos na infraestrutura que formam o âmbito cinematográfico, implica diretamente na inacessibilidade, também determinado pelo descrédito do poder cultural que filmes possam oferecer. Nessa linha, o sociólogo Pierre Bourdieu caracteriza "violência simbólica" como qualquer forma de privação moral e psicológica que comprometam o exercício pleno da cidadania.  A citação prossegue paralela à realidade, pois o meio cultural é uma forma de cidadania, e por meios urbanos segregatórios torna-se realidade, haja vista que apenas aqueles que detêm de poder econômico podem ter acesso a salas de cinema. Ademais, de acordo com o IBGE, apenas 40% da população brasileira tem garantia de acesso aos cinemas. Nesse contexto, a criação de políticas públicas direcionadas à democratização do acesso ao cinema devem ser efetivadas, para que o acesso seja igualitário, e não mais segregacionista. 


 



 Portanto, urge que o Ministério da Cultura crie o programa Levar para Democratizar, por meio de parcerias com empresas exibidoras que possam levar as telas de cinema para cidades que não dispõem desse meio cultural. Espera-se, com isso, que a democratização do acesso ao cinema seja efetiva, e assim, certamente contribuirá para que o cinema não fique concentrado apenas em grandes centros urbanos.

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