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ENEM 2019 : Democratização do acesso ao cinema no Brasil

   A Constituição da República Federativa do Brasil assegura a todo cidadão o direito à cultura e ao entretenimento. Todavia, na prática, é evidente a ausência desse princípio na realidade do Brasil contemporâneo quando se observa a questão da falta do acesso ao cinema a todas as camadas sociais. Tal cenário ocorre, em especial, devido aos altos preços dos ingressos somados aos gastos necessários para o deslocamento dos mais humildes as salas de cinema. Nisso posto, faz-se pertinente a reflexão desse contexto a fim de minimizar os empecilhos para a consolidação dos direitos constitucionais.


   Em primeira instância, entende-se que de acordo com Norberto Bobbio, filósofo italiano, o desenvolvimento cultura é uma virtude que pertence a todo ser humano, logo, o acesso aos que permitam tal aperfeiçoamento deve ser ofertado por parte do Estado. Porém, é incontestável que o poder público se faz ausente como responsável pelos direitos fundamentais, uma vez que não concede ações voltadas para diminuição dos custos das passagens e dos valores dos ingressos. Assim, levando a um agravamento da exclusão de uma parte dos cidadãos ao acesso a sétima arte, como mostra um levantamento da ANCINE que afirma que embora o número de salas de cinema no país tenha duplicado a maioria ainda se concentra em grandes centros urbanos. Portanto, é visível a inobservância governamental para sanar essa problemática.


   Ademais, cabe pontuar a influência da falta de cinemas em regiões do interior e de subúrbios do país se apresenta como obstáculo à concretização da garantia a uma sociedade menos desigual ao acesso aos eventos culturais. Nesse sentido, ganha relevância a perspectiva de Oscar Wilde, escritor irlandês, ao defender que o descontentamento é o primeiro passo para evolução social, por isso uma nação precisa de alternativas eficazes para reverter esse cenário em concomitância com a Constituição. Fica clara, então, a urgência de mitigar essa adversidade para evitar a perpetuação da escassez de meios de lazer e entretenimentos aos que vivem longe das grandes cidades.


   Dessa forma, providências são necessárias para resolver a questão da democratização do acesso no cinema no país. Logo, cabe ao Governo Federal, por meio de debates entre congressistas e a sociedade, discutir sobre a melhor maneira de se garantir o bem-estar social, e por intermédio de uma ação conjunta entre o Ministério da Cultura e o Poder Legislativo que direcione verba para criação de cinemas populares em regiões mais afastadas dos centros metropolitanos somados a criação de programas sociais que custem os gastos de ingressos de passagens dos mais necessitados financeiramente, com mitigar tal desigualdade. Assim, o Brasil se tornará mais justo e coeso, aproximando-se de uma realidade que vai de encontro com a Carta Magna. 

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