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ENEM 2019 : Democratização do acesso ao cinema no Brasil

          Na obra “Utopia” (1516), o filósofo Thomas Morus idealiza uma organização política pautada em uma harmonia social completa, sem espaços para conflitos e adversidades. Desde então, essa filosofia impulsionou o desejo das civilizações de alcançar tal objetivo. Contudo, na contemporaneidade, a falta de democratização do acesso ao cinema no Brasil tem impossibilitado a consolidação dessa sociedade funcional. Nesse contexto, é importante analisar essa questão no país.


          De início, compreende-se que o Estado se mostra omisso ao não garantir a democratização do acesso ao cinema. Isso porque existe uma deficiência no processo de investimento financeiro, haja vista que faltam verbas para o investimento na criação de salas cinematográficas públicas voltadas à sociedade, o que compromete o acesso de algumas pessoas ao cinema e, também, o direito à cultura. Sendo assim, percebe-se que o governo não tem garantido o bem-estar de toda a sociedade, demostrando, dessa forma, a ausência de consolidação dos princípios fundamentais das sociedades civilizadas – previstos na Constituição Federal de 1988.


          Em segundo lugar, evidencia-se que aceitar a falta de democratização do acesso ao cinema é naturalizar algo negativo. Como prova disso, vê-se, como consequência, os valores elevados dos ingressos para o acesso ao cinema, prejudicando, assim, as pessoas que não tem condições de adquiri-los. Todavia, parte da população tem apresentado uma postura resignada perante esse quadro crítico. Esse fato corrobora os estudos da filósofa Hannah Arendt sobre a banalidade do mal, já que, em virtude de um processo de massificação social, algumas pessoas estão perdendo a capacidade de julgar o que é certo e o que é errado.


          Depreende-se, portanto, que o governo, em parceria com a sociedade, deve tomar medidas para superar a falta de democratização do acesso ao cinema no Brasil. Logo, cabe ao Ministério da Cidadania, através da liberação de verbas, investir na criação de salas de cinema, priorizando democratizar o acesso da população a esse centro cultural, com o objetivo de assegurar o cumprimento dos preceitos constitucionais. Ademais, é fundamental sensibilizar a sociedade, por meio de campanhas midiáticas produzidas por ONGs, sobre a importância de se adotar uma postura não resignada diante de tal problemática, potencializando, assim, o engajamento coletivo em prol da democratização do acesso ao cinema. Desse modo, as civilizações poderiam alcançar a sociedade idealizada por Morus.

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