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ENEM 2019 : Democratização do acesso ao cinema no Brasil

  O austríaco Stefan zweig, em sua viagem ao Brasil, escreveu o livro "Brasil: o país do futuro", o qual descreveu um país único e de modernidade. Malgrado, fora da obra, tal descrição só se faz presente no mundo literário, pois o título não se mostra como uma realidade no Brasil contemporâneo, sobretudo, no que se refere à democratização do acesso ao cinema. Nesse sentido, deve-se analisar como a desigualdade e sua consequência colaboram para o agravamento da problemática.
  Em primeiro plano, a falta de igualdade regional no Brasil é um fator que influencia a mazela. Isso se dá devido à falta de investimento do Estado nas regiões, o que leva o Norte e o Nordeste do país a serem considerados regiões com baixa concentração de renda. Dessa forma sob a perspetiva da filosofa Hannah Arendt, em "A banalidade do mal", quando uma ação ruim se torna corriqueira, deixa de ser vista como um mal. Sendo assim, o baixo investimento do Estado nas regiões Norte e Nordeste se apresenta como mal e, por isso deve ser combatido.
  Além disso, quanto mais distante das áreas privilegiadas, é mais complicado o acesso a salas de cinema. Na série de televisão americana "American housewife", a protagonista é mãe de três filhos e sua tarefa cuidar da casa e do lazer da família, porém, em um episódio, a personagem ridiculariza a ida de todas ao cinema pelo alto custo do ingresso. Desse modo, não tão distante das telas, tal realidade se faz presente na sociedade brasileira devido à distância das cidades pequenas, o que eleva o preço da entrada. Por consequência de disso, 7 a cada 100 brasileiros não vão ao cinema, de acordo com os dados do site Meio e mensagem. Isso mostra que o país do futuro, como Stefan zweig escreveu, está longe de ser uma verdade no Brasil.
  Destarte ao exposto, medidas têm de ser tomadas. Para tanto, é imprescindível que o Tribunal de Contas da união (TCU) libere verbas as quais, por intermédio do Ministério Público, serão convertidas em investimento nas regiões com menos concentração de renda, a fim de diminuir as disparidades regionais e garantir, assim, igual a condição de acesso ao cinema no Brasil. Outrossim, é necessário que os Governos Estaduais diminuam as barreiras entre cidades pequenas e grandes, para que haja uma maior mobilidade e aumento do número de indivíduos com acesso as salas cinematográficas. Nesse sentido, o intuito dessas medidas será a análise da carência de cada ambiente e a democratização gradativa do cinema no Brasil.

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