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ENEM 2019 : Democratização do acesso ao cinema no Brasil

 Bacurau, filme de 2019 dirigido por Kleber Mendonça Filho, foi premiado mundialmente, inclusive no prestigiado Festival de Cannes, na França, o filme retrata de forma genial o cotidiano de uma cidade no interior do nordeste, enfatizando o cotidiano e a vida simples de lá. No entanto, apesar de retratar e dedicar o filme à população pobre brasileira, nota-se um impasse ao perceber que no Brasil o acesso ao cinema é restrito à parte mais rica da população. Nesse sentido, os maiores problemas encontrados são a camarotização do cinema aliado à falta de cultura gerada por esta restrição.  


 Em primeiro plano, é importante analisar que o preço instituído e a localização dos cinemas em bairros privilegiados financeiramente, tolhe a possibilidade de acesso da classe pobre a este meio cultural. O primeiro curta-metragem da história, exibido em Paris no século XIX, mostrava uma locomotiva andando em sua linha por cerca de um minuto, na época, os primeiros cineastas achavam que a nova tecnologia ficaria obsoleta rapidamente. Sob essa ótica, desde então essa visão foi desconstruída, o cinema foi difundido mundialmente e se tornou um dos maiores meios midiáticos atuais. Porém, no contexto brasileiro, o acesso a esse meio foi camarotizado através dos anos se preocupando somente em alcançar a população de maiores condições financeiras. Isso, por sua vez, é um grande problema visto que contraria a Constituição Federal de 1988, que garante igualdade em todos os âmbitos ao povo.


 Outrossim, se faz necessário perceber que a segregação supracitada corrobora para a falta de acesso à cultura pelas classes baixa e média brasileira. Consoante a uma visão Determinista do século XIX, o homem é fruto do meio no qual está inserido. Nessa perspectiva, quando alguém encontra manifestações culturais, como a sétima arte, fora de seu alcance, ele fica passível à se tornar ignorante e facilmente manipulável em muitos fatores de sua vida, pois, ainda de acordo com a concepção Determinista, todos os indivíduos críticos são concebidos a partir de uma construção cultural.


 Diante dos fatos expostos, é indubitável a necessidade de atenuar esta problemática. Para tanto, o Poder executivo, através do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), invista no fomento da instalação de salas de cinema nas áreas pobres metropolitanas e cidades interioranas do país, por meio do desconto nos impostos das empresas que o fizerem. Ademais, durante a execução do projeto, é preciso também que o Poder Legislativo, regulamente um teto de preços dos ingressos, através de uma conjuntura de leis, visando retorno financeiro pelo aumento de frequentadores nas salas, para que, assim, a democratização do acesso ao cinema no Brasil seja efetivada. Enfim, só dessa maneira, a população pobre se tornará culturalmente rica e estará apta a prestigiar obras dedicadas a elas, como a de Kleber Mendonça Filho.

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