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ENEM 2019 : Democratização do acesso ao cinema no Brasil

    Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito ao lazer e à cultura. Entretanto, contemporaneamente, no Brasil, o acesso limitado às salas de cinema impede que determinada parcela da população usufrua desse direito. Essa situação intensifica-se tanto pela negligência por parte do governo, quanto pela segregação socioespacial. Desse modo, torna-se necessário debater acerca da democratização do acesso ao cinema no Brasil.


   Em primeira análise, cabe pontuar que a dificuldade no acesso à cultura cinegráfica deriva da ausência de medidas governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam esse problema. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, contudo, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, a população carente, muitas vezes, não consegue acessar os cinemas, uma vez que estes estão localizados em grandes centros urbanos, e esse contigente em áreas periféricas da cidade. Infelizmente, nessas áreas não há infraestruturas de qualidade, impossibilitando a intalação de salas de cinema. Nesse sentido, é inaceitável que o Brasil, signatário dos Direitos Humanos, não garanta o direito à cultura à comunidade carente.


   Outrossim, deve-se ressaltar que a urbanizaçãoacelerada e descontrolada fomentou esse quadro nocivo de exclusão social no acesso ao cinema. Diferente de outros países, como os EUA, as cidades brasileiras foram construídas de forma que as pessoas que possuem maior poder aquisitivo localizam-se nos centros urbanos. À vista disso, as comunidades mais distantes têm entraves no acesso a determinadas práticas, como o acesso ao cinema, visto que as empresas exibidoras limitam-se a atuarem apenas sobre áreas mais ricas. Assim, é imprescindível que o Governo crie ações efetivas para garantir o acesso ao cinema, tendo em vista os impasses espaciais e sociais. 


   Portanto, a fim de democratizar o acesso ao cinema no Brasil, urge que o Ministério da Educação e Cultura, junto ao Governo Federal, crie, por meio da arrecadação de verbas, um projeto, chamado "cinema livre", que implemente em pontos estratégicos das periférias grandes telões que semanalmente apresente filmes nacionais e internacionais. Ademais, esse projeto também levaria parte da população das periférias aos cinemas dos centros urbanos, quando houvesse estreia de novos filmes. Espera-se, com isso, que as populações excluídas socialmente possam desfrutar do direito ao lazer e à cultura assegurados pela ONU.


 

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