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ENEM 2019 : Democratização do acesso ao cinema no Brasil

                  A Terceira Revolução Industrial ocorreu em meados do século XX e foi responsável por significativos avanços na área tecnológica.Nesse sentido, as produções cinematográficas se tornaram mais acessíveis a uma parcela mínima da população, o que gerou um grave problema: a segregação cultural.Com efeito, para democratizar o acesso ao cinema no Brasil, há de se combater a distribuição desigual das empresas exibidoras e a insuficiência de recursos da população.


              Em primeiro plano, o estabelecimento de cinemas apenas em grandes centros motiva a falta de contato com filmes por parte do menos favorecidos economicamente. De maneira análoga, o geógrafo Milton Santos, em seu livro "Por uma outra globalização", denunciou as disparidades acentuadas pelo processo global, uma vez que este contribui para o fenômeno da gentrificação - hipervalorização de áreas urbanas em detrimento de outras. Dessa maneira, as modificações relatadas por Milton são nocivas à população que é marginalizada, pois os principais serviços e as produções culturais, como o cinema, ficam restritos aos que possuem maior poder aquisitivo. Assim, é inviável que o Brasil almeje democratizar o acesso ao cinema, enquanto a centralização dos suportes for realidade.


              Ademais, a histórica desigualdade social inviabiliza a ampla difusão dos filmes. A esse respeito, em 1850, o então imperador Dom Pedro II instaurou a Lei de Terras, segundo a qual estabelecia a necessidade do pagamento em dinheiro para possuir terras devolutas-propriedade estatal-, agravando ainda mais a desigualdade. Nesse viés, mesmo após décadas, o problema Colonial ganha contornos específicos no âmbito do acesso ao cinema , na medida em que as pessoas com pouca-ou nenhum-poder aquisitivo são excluídas e negligenciadas pelo Estado, pois este falha em oferecer mecanismos que integrem os indivíduos marginalizados.


           Urge, portanto, medidas que efetivem o acesso à produção cinematográfica no Brasil. Dessarte, o Ministério da Cidadania, com o auxílio do Ministério da Cultura, deve promover o alcance do cinema para populações afastadas dos grandes centros, por meio da criação de um "cinema móvel", que possa ser levado a diversas cidades, com o intuito de exibir produções nacionais pertinentes e incentivar o senso crítico nos cidadão telespectadores. Somente assim, a face perversa da globalização definida pelo geógrafo será amenizada, e o direito ao lazer, garantido pela Carta Magna, será, de fato, contemplado.

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