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ENEM 2019 : Democratização do acesso ao cinema no Brasil

   Com base na Constituição Brasileira de 1988, é possível dizer que o direito à cultura é inerente ao ser humano. Contudo, ao analisar o contexto cultural do país, é notório que não acontece da forma que deveria ser, há um déficit no contato com o cinema e nas demais áreas ligadas às artes. Isso acontece não só devido a falta de democratização e acesso por uma parte da população, causando uma limitação social, como também pela carência de incentivo nas escolas e dessa forma, uma falta de interesse dos jovens em contemplar o universo cinematográfico.

   Primordialmente, é evidente que o cinema, com o passar do tempo e após sua popularização, se tornou um recurso destinado às elites e acabou perpetuando uma exclusão das classes menos favorecidas.  Com isso, o discurso hegemônico foi introduzido e fez a população acreditar que o cinema é destinado para àqueles que possuem um maior poder aquisitivo, inviabilizando o princípio de que todos os cidadãos possuem direitos igualitários ao lazer. O sociólogo Hebert José de Souza compartilha do pensamento que um país não muda pela sua economia ou afins, mas sim através do contato com a cultura e enquanto o mundo da cinematografia estiver cercado de um caráter elitista, isso não será possível.

   Não obstante, é viável dizer que, durante o Renascimento Cultural, a cultura era extremamente valorizada, apoiada e havia um incentivo ao seu estudo. No entanto, a sociedade contemporânea não consegue se envolver com o assunto tão bem quanto os seus antepassados, prejudicando a visão da importância desse assunto. O imbróglio começa nas escolas, onde existe apenas uma preocupação com assuntos de ordem técnica e científica, esquecendo-se daqueles de ordem artística e que também têm sua significância na bagagem acadêmica. Destaca-se, dessa maneira, que a falta de ida aos cinemas está relacionada com um déficit no incentivo e contato com esse recurso por parte dos colégios.

   Em suma, verifica-se a necessidade de um acesso iguálitário ao cinema como forma de contribuir com a formação da sociedade de forma justa. Para que isso ocorra, é relevante que o Estado, mais precisamente o Ministério da Educação e Cultura (MEC), não só proporcione uma redução do custo dos ingressos por região e por prioridade, como também, em conjunto com a mídia, dê início a uma difusão da importância do cinema. Paralelamente, precisa-se que o Ministério, por meio de cursos de curta duração, dê a devida instrução aos professores para disseminar em suas aulas a essencial valorização da cultura e assim estimular seus alunos a ida ao cinema, podendo também fazer parte de uma aula de campo por parte das escolas com filmes adequados e previamente analisados.

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