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ENEM 2019 : Democratização do acesso ao cinema no Brasil

    A Constituição Federal, promulgada em 1988, em função do amplo leque de direitos os quais asseguram, teoricamente, ao cidadão brasileiro, qualifica-se como a maior e mais completa Carta Constitucional vigente. Entretanto, a despeito de o fato da igualdade e liberdade serem direitos universais e inevitáveis ao cidadão brasileiro, contrapõe-se a garantia desses direitos com a democratização do acesso ao cinema no Brasil, implicando entraves caóticos para uma parcela do povo brasileiro. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.


     Em primeira análise, é importante destacar que a desigualdade social é um fator impulsionador do problema. Segundo dados do site “meiomensagem” mostra que cresceu 43%, a entrada de brasileiros nos cinemas. No entanto, esse crescimento ocorre de maneira gradativamente nas regiões urbanizadas, onde encontra-se shoppings de qualidade para possuírem salas de cinema, enquanto que as regiões periféricas e do interior são negligenciados pelo Governo, promovendo essa desigualdade social. Desse modo, essa questão certamente ainda urge por ser mitigada.


     Outrossim, é válido salientar que, conforme Immanuel Kant, o princípio da ética, é agir de forma que a ação possa ser uma prática universal. De maneira análoga, a obstrução do Governo frente ao povo rural que não tem acesso aos cinemas vai de encontro à ética kantiana, dado que, se as autoridades públicas não tomarem nenhuma providência para diminuir essa desigualdade, a sociedade entrará em profundo desequilíbrio. Com base nisso, a desatenção desses atos é prejudicial à ordem social e, por conseguinte, torna-se contestável quando executado sem consentimento. Dessa forma, é imprescindível encontrar maneiras para democratizar o acesso ao cinema no país.


     Em suma, com o intuito de amenizar essa problemática, o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação (MEC), deve implementar nas escolas periféricas aulas recreativas onde os alunos possam assistir filmes e séries, por meio de telões colocados no pátio das escolas, investidos nos recursos da educação, a fim de mostrar à população brasileira que o Estado zela pela igualdade dos direitos. Ademais, as instituições de ensino nas cidades urbanizadas, em parceria com as famílias, devem inserir a discussão sobre esse tema tanto no ambiente doméstico quanto no estudantil, por intermédio de palestras, com a participação de psicólogos e especialistas, que debatam sobre os meios de acesso de pessoas rurais aos cinemas, com o intuito de problematizar essa causa e reduzir cada vez mais essa desigualdade. Feito isso, a garantia dessas medidas proporcionarão ao cidadão seus Direitos Constitucionais.

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