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ENEM 2019 : Democratização do acesso ao cinema no Brasil

              Ação, terror, comédia. Esses são alguns dos vários gêneros de filmes presentes no cinema moderno. Outrora, o cinema era usado para fins maniqueístas de legitimação de um governo, tal como no Estado Novo varguista. Conquanto esse caráter tenha reduzido hodiernamente, tal indústria continua a ser detentora de ampla representatividade social, uma vez que diversas modas e costumes são lançados na sociedade por meio dessa.  No entanto, conforme estudo realizado pelo G1, 4 em cada 5 brasileiros não frequentam as salas cinematográficas. Dessa forma, para que se entenda essa conjuntura, é necessária uma análise tanto das causas, quanto das consequências.  


                No que tange às causas, há, majoritariamente, a disparidade econômica. Apesar dos filmes serem assistidos por muitas famílias, são poucas que vão, efetivamente, nas salas de cinema. Consoante geógrafos do IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil é um pais que apresenta um valor alto do índice de Gini, indicador esse que mede a desigualdade social e econômica de uma nação. Sendo assim, quando se relacionam os índices demográficos com a baixa participação popular, entende-se que a causa é a falta de renda, uma vez que diversas famílias tem outras prioridades, tal como alimentação e saúde, e, assim, nunca sobra capital para investir em lazer, pois é algo visto como secundário. Por conseguinte, efeitos negativos são sentidos na sociedade.


                Já no que concerne às consequências, tem, principalmente, a exclusão social. Segundo Adorno, importante sociólogo do século XX, a indústria cultural afeta o comportamento e o desenvolvimento da sociedade. Logo, quando se interpreta a assimetria quanto à democratização do cinema com a tese de Adorno, infere-se que a sociedade se desenvolve de forma desigual, dado que nem todas as classes sociais possuem o mesmo acesso à indústria cultural. Consequentemente, os setores defasados entram em processo sociológico denominado vulnerabilidade social, cuja caraterística marcante é a exclusão e retaliação por grupos com condições superiores. Devido a isso, a sociedade entra ainda mais em uma dicotomia rico e pobre.


                Destarte, o Estado deve se aliar às produtores de filmes, a fim de mitigar as causa e as consequências. Aquele, por meio do setor Executivo, deve utilizar parte da verba provinda de impostos e de títulos públicos para construir obras públicas, como hospitais e escolas, as quais serão destinadas à melhora das condições de vida da população, e, assim, amenizar parte dos gastos com setores essenciais, liberando, então, mais dinheiro para que a família invista em lazer.  Outrossim , o governo, pelo setor Legislativo, deve fornecer incentivos fiscais para as produtoras. Essas, com a diminuição da carga tributária, devem reduzir o preço de ingresso, para que facilite o acesso. Portanto, com uma sociedade com melhores condições de vida e com maiores inserções na área cultural, o acesso ao cinema será, verdadeiramente, de todos.

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