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ENEM 2019 : Democratização do acesso ao cinema no Brasil

 


“Em meados do século XX, o cineasta brasileiro Nelson Rodrigues dirigiu o filme “Anjo Negro”, o qual seria protagonizado por um ator afro-descendente. Entretanto, as leis racistas do governo Dutra o obrigaram a contratar um ator branco e pintá-lo com graxa preta, para interpretar o papel. Ademais, no Brasil atual, também há uma espécie de segregação social nesta área: muitas pessoas encontram-se excluídas ou com difícil acesso ao cinema, por diversos fatores socioeconômicos. Diante disso, evidencia-se que a Sétima Arte carece em meios democráticos, visto que tem seu acesso restrito à uma elite privilegiada, fato que encontra raízes na maneira que se deu o desenvolvimento do cinema no país e no descaso do Estado com a problemática social.


A priori, é importante salientar que esse problema está atrelado a um contexto histórico. Devido à maneira desigual que ocorram os processos de industrialização ao longo do século XX, a urbanização cresceu de forma muito concentrada em certas regiões, como Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Assim, os investimentos cinematográficos ficaram igualmente restritos à essas regiões deixando significativa parcela do povo alienada ao potencial oferecido pela arte cinematográfica.


Outrossim, é mister destacar que a principal fonte desse problema nos dias atuais é a ínfima preocupação do Estado com as camadas populares. No Brasil, sempre foi excessiva a desigualdade social, devido ao modelo econômico capitalista, caracterizado, por Karl Marx, como um sistema de exploração da classe proletariada pela classe burguesa. Sendo assim, essa última, que compreende uma minoria, tem seu acesso garantido aos bens de consumo, tais como o cinema. No entanto, a maioria da população, de classe baixa, encontra-se marginalizada nesse ramo da indústria cultural, enquadrando certa de 83% dos brasileiros, segundo o site “meioemensagem.com”.


Depreende-se, portanto, que é necessário a tomada de decisões para amenizar o quadro atual. Isso deve ser feito pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), através de reformulações na legislação trabalhista, visando o aumento salarial para garantir um maior poder aquisitivo desse mercado por um público mais amplo. Além disso, é impresindível que o governo federal crie propostas econômicas, de caráter Keynesiano, a fim de atrair esse capital para as regiões de menor disponibilidade, por meio de subsídios a empresas que transmitem filmes. Somente assim, será possível difundir a Sétima Arte de maneira mais igualitária, assegurando os ideais de justiça e democracia.”

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