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ENEM 2019 : Democratização do acesso ao cinema no Brasil

 



No livro “O Triste Fim de Policarpo Quaresma”, obra pré modernista de Lima Barreto, o major protagonista deixa um importante legado à sociedade brasileira : é com cidadania que se resolve as mazelas da nação. Desse modo, na contemporaneidade, nota-se que a ausência de tal herança contribui com a perpetuação de vertiginosos problemas no país, como a dificuldade em propiciar o acesso ao cinema, em virtude não só da negligência da população mas também da ineficiência no processo educacional.


 


 


 


A priori, evidencia-se que a displicência dos cidadãos está entre as causas dessa problemática. Isso porque há um legado histórico-cultural enraizado na comunidade tupiniquim, já que, após a Revolução Industrial, no século XVIII, o acesso ao entretenimento tornou-se escasso a uma parcela da população, principalmente, devido às divisões de classe. Sendo assim, inúmeras pessoas abstêm-se da importância da democratização do acesso ao cinema, o que, consequentemente, corrobora o tabu social, uma vez que, diversos indivíduos, acreditam que a cultura é algo restrito ao cidadão com poder aquisitivo. Nesse ínterim, o egocentrismo humano promove a manutenção desse empecilho, contribuindo com a desigualdade social e a estagnação da população. Posto isso, vê-se que, mesmo com os direitos de cultura e lazer assegurados na Carta Magna, ainda existem entraves para a promoção de igualdade de acesso entre os cidadãos, pois, segundo o “Pacto Social”, de Rousseau, é preciso abdicar-se do individualismo em prol do bem coletivo.


 



Ademais, é mister analisar o papel da escola na prática educacional. A Constituição Federal de 1988 é o marco da democracia e do exercício dos direitos sociais, essencialmente, a garantia de uma educação de qualidade. Entretanto, atualmente, a ineficácia das instituições de ensino tem sido um agravante, dado que, não raro, tal tema não é abordado em sala de aula, o que, por conseguinte, impede que os descentes sejam culturalizados sobre a democrática do acesso ao cinema, bem como a importância da promoção cultural para a vida do cidadão, impossibilitando a segregação social no país. Todavia, quando o assunto é proposto, muitas vezes, é transmitido um conhecimento superficial e/ou disseminado como um simples conteúdo de Sociologia, maiormente, porque as escolas são conteudistas, ou seja, trabalham brevemente os assuntos para conseguir desenvolver todo o currículo até o vestibular.


 


 


 


Infere-se, portanto, que ações são indubitáveis para que o legado de Policarpo Quaresma seja perdurado na intervenção da falta de acesso ao cinema. Nesse sentido, urge que o Governo, associado ao Ministério da Educação, inclua a democratização do acesso ao entretenimento cultural como tema transversal a ser tratado por todas as disciplinas, por meio de oficinas educativas. Isso pode ser realizado trimestralmente em escolas públicas, em que os professores, após um curso de especialização, ministrem, desenvolvendo a temática com palestras, exposição do assunto no dia a dia e momentos reflexivos para alunos e pais, a fim de culturalizar a população, formando cidadãos conscientes sobre seus direitos na base da sociedade (jovens).

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