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ENEM 2019 : Democratização do acesso ao cinema no Brasil

            No filme “Eu, você e a garota que vai morrer”, acompanhamos a narrativa de Earl e seu melhor amigo, que com uma câmera de vídeo velha, produziam seus próprios filmes, nos quais também eram os únicos atores. Mas essa dupla acaba por ser alterada quando uma garota com leucemia se muda para o bairro e a mãe de Earl o obriga a incluí-la no grupo de cinema. A “garota que vai morrer” infelizmente não pôde ser salva, mas os dias passados ao lado dos meninos, produzindo, atuando e assistindo seus próprios filmes, traz mais sentido para os seus últimos dias. Fora da ficção, o cinema também é uma ferramenta fantástica capaz de alegrar adultos e crianças a mais de um século. A Democratização do seu acesso pode contribuir para com o lazer educativo e cultural, além de criar perspectivas de futuro em comunidades carentes.         


            Atualmente, as salas de cinema brasileiras estão localizadas, em sua maioria, nos grandes centros urbanos, excluindo cidades interiores e comunidades pequenas. De certa forma, esta privação de acesso ao cinema afeta principalmente as novas gerações no que se diz respeito à insuficiência de lazer cultural e educativo. Desta forma, contribuindo para com a teoria de tempos líquidos de Zygmunt Bauman, na qual a fantasia e o prazer experimentados ao assistir um bom filme não têm mais importância.


            Decorrente disso, é importante ressaltar que, em comunidades carente, muitas vezes o cinema apresenta um mundo de tecnologia e modernidade pouco visto no cotidiano. Assim, acaba por revelar a realidade “lá fora” às pessoas. Desta maneira, talvez dando novas perspectivas de futuro aos mais jovens. Consoante o filósofo Immanuel Kant, “O homem é o que a educação faz dele”, sendo assim, é possível relacionar o cinema como uma ferramenta educativa que pode transformar as pessoas.


            Diante disso, é importante que o poder público forneça meios de acesso a este prazer cultural. O Ministério da Educação e Cultura (MEC), por meio de verbas governamentais, pode promover cessões de cinema em escolas rurais e comunidades humildes. Tais cessões devem ser abertas ao público e gratuitas, a fim de levar não só novas experiências à população, como também proporcionar alegrias e emoções como as que Earl proporcionou à sua amiga em “Eu, você e a garota que vai morrer”.


 

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