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ENEM 2019 : Democratização do acesso ao cinema no Brasil

O célebre escritor realista Machado de Assis, na obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, cita que não teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado de nossa miséria. Hodiernamente, ele teria acertado sua decisão, visto o cenário de grande colapso que a coletividade brasileira se dá ante a democratização do acesso ao cinema. Nesse contexto, esse panorama é reflexo não só do coeficiente desigualitário, mas também da falta de investimentos nesse setor. À vista disso, é necessário atitudes que auxiliem a disseminação desse recurso na sociedade vigente.
A priori, consoante ao filósofo inglês John Locke, o Estado tem como dever garantir o bem-estar social. Entretanto, tal ação não é imposta na contemporaneidade, haja vista a desigualdade social estabelecida na falta da participação popular em questão do cinema. Consequentemente, as massas populares não utilizam de tal recurso, pois muitas vezes ele apresenta uma grande disparidade econômica, dessa forma, estabelecendo uma extratificação social e territorial. Nessa perspectiva, somente o indivíduo que detém do capital e mora nos grandes centros urbanos tende a usufruir de tal meio de laser e, infelizmente, quem não dispõe é excluído desse cenário e tem seu acesso impedido.
A posteriori, na série brasileira "As aventuras de Poliana", na Escola Rudigular, o cinema é uma das áreas trabalhadas a fim de desenvolver socialmente o homem, por intermédio do professor Marcelo. Todavia, fora das telas, tal ação tende a ser abolida por apresentar uma democratização desigual, perante a falta de investimentos. Diante isso, um sujeito que busca um meio de entretenimento diferenciado como o cinema, lamentavelmente, não consegue encontrar, pois o tecido social estabelece barreiras para seu alcance. Desse modo, é ótico as dificuldades impostas, contudo, o implante de medidas eficazes atenuará a problemática vigente.
Portanto, faz-se mister ações imediatas que mitigue a democratização do acesso ao cinema no Brasil. Logo, cabe ao Ministério da Cidadania, junto ao Governo Estadual, de cada estado brasileiro, desenvolver projetos como, "Uma tela, um novo olhar", o qual estimulará o acesso ao cinema em todas as realidades que cada estado apresenta, além de desenvolver a criticidade de cada ser que será presenteado, com a ajuda das Prefeituras Municipais, na figura das Secretárias de Cultura de cada município, incentivar a inovação nesse setor é crucial, com intuito de criar filmes sobre o quadro vivenciado por eles, com isso, impor à sociedade as diferenças que a pátria apresenta, concomitantemente, findando a democratização do acesso ao cinema no Brasil, com fito de estabelecer uma coletividade igualitária, sem discrepâncias econômicas e territoriais. Só assim, a ignorância dará espaço à razão e, por fim, Brás Cubas poderá se orgulhar da contemporaneidade brasileira.

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