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ENEM 2019 : Democratização do acesso ao cinema no Brasil

               A partir da gênese do cinema, o homem passou a utilizá-lo na linha tênue entre entretenimento e reflexões morais, de acordo com a dimensão numérica do público-alvo.Nesse sentido, na Era Vargas, no século XX, a produção e escoamento cinematográfico massivo para explicitar o desenvolvimento cultural do país, em função do seu governo.Entretanto, hodiernamente, a transmissão de filmes tornou-se exclusiva na sociedade brasileira, em contraste com as garantias constitucionais do direito à cultura e ao lazer, fomentada pela alopatria social.


               Em primeiro lugar, é importante destacar que o processo acelerado de urbanização estigmatizou o acesso ao cinema, uma vez que as classes sociais desfavorecidas migraram para áreas isoladas do desenvolvimento regional.Segundo, o sociólogo francês Pierre Bourdieu, a violência simbólica consiste em atos de transgressão a igualdade civil, os quais são normalizados pelo corpo social e legitimam a dominação dos nichos desassistidos.Logo, a concentração unilateral de "shopping centers"(principal canal de propagação das redes de cinema) em áreas de densidade econômica elevada, embasam a teoria de Bourdieu, a medida que marginalizam a democratização do cinema.


                     Por conseguinte, a comunidade encontra-se em uma bolha sociocultural, fortalecida pela propagação tímida do cinema, que apresenta como bases a expansão da perspectiva cultural, histórica e moral nas civilizações.No livro "1984", de George Orwell, por exemplo, o Estado ciente do papel social das composições cinematográficas, limita o acervo desses para com a população, objetivado em interromper um ciclo de consciência ativa nos espectadores. Em síntese, longe da ficção, a garantia universal aos veículos de cinema coibem a participação ativa da comunidade no combate aos paradigmas e, consequentemente, reforçam a alienação presenciada em "1984".


                       Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Dessa forma, urge que haja à associação mutual entre o Ministério da Cidadania e o Ministério do Desenvolvimento regional, em que, por meio da concessão de benefícios fiscais ao mercado do cinema, forneça a ampliação dessa franja nas áreas periféricas e rurais, a fim de efetivar o cumprimento integral do direito ao lazer e à cultura e consolidar um viés crítico aos cidadãos.Somente assim, a nação equilibrar-se-á na acessibilização do cinema varguista, em consonância com a neutralidade de controles sociais.

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