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ENEM 2019 : Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Expresso na Constituição Federal de 1988, o direito ao lazer é assegurado a todos os cidadãos. Entretanto, quando se observa o escasso acesso ao cinema da população que mora no interior dos estados, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que essa lei é constatada na teoria e não desejavelmente na prática. Em suma, é importante analisar as verdadeiras causas dessa problemática.


 


Em primeiro plano, cabe pontuar o receio que as empresas de cinema tem em se acentuarem nas cidades que apresentam uma baixa renda socioeconômica como fator preponderante desse problema. Prova disso é a grande presença de cinemas nas cidades capitais brasileiras, e raras, as salas de cinema nas cidades do interior. Ademais, a pobre infraestrutura dessas cidades do interior, contribuem para a falta de cinemas em sua localização, uma vez que não apresentam locais apropriados para implantação de salas cinematográficas.


 


O filósofo Noberto Bobbio afirma que a dignidade humana é uma qualidade intrínseca ao homem, capaz de lhe dar direito ao respeito e a consideração por parte do estado. Nessa lógica, é notável que o poder público não cumpre o seu dever enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, uma vez que não oferece exibições cinematográficas a população das cidades do interior, o que caracteriza um respeito descomunal a esse público.


 


Diante a problemática debatida fica evidente que medidas devem ser tomadas. Destarte é necessário que o estado em parceria com ONGs, por meio de verbas governamentais, crie um projeto nomeado "cinema para todos" que ofereçam exibições públicas de filmes, em salas montadas estilo cinema para a população das cidades do interior, com a finalidade de oferecer um maior lazer a essa parcela da população. Talvez assim, o direito ao lazer para a população se faça presente na sociedade atual.

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