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ENEM 2019 : Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Com o advento da Terceira Revolução Industrial e a consolidação da tecnologia e suas teias informacionais e comunicativas, o espaço cinemático foi dinamizado e desenvolvido a níveis globais. No entanto, o processo de urbanização representa um entrave na democratização de acesso às sessões de filmes, em sua maioria, nos centros urbanos. Desse modo, áreas marginalizadas, rurais e de infraestruta precária convivem com o desengajamento social de acesso à cultura e a notoriedade da divisão de classes.



      Em primeira análise, o preceito de desengajamento social de acesso à cultura contrapõe a ideia democrática de contato com sessões de filmes, estabelecidas nas regiões centrais das cidades. Portanto, essa carência de organização contradiz o pressuposto por John Locke, em sua teoria do contrato social, em que se estabelece o direito à liberdade, visto em contraposto, haja vista a situação periférica do país, cultural e estruturalmente. Por conseguinte, o Estado se torna omisso e indiferente ao filósofo contratualista e à Constituição Federal, que estabelece o pleno direito de ir e vir, além de usufruir dos espaços públicos democraticamente.



      Ademais, vale ressaltar que o planejamento urbano se deu de modo negligente e desigual, pela formação de periferias adjacentes à sociedade. Sob esse viés, é notória a relação com a Revolta da Vacina, processo ocorrido no Rio de Janeiro, no século XX, que colocou à margem a classe deficitária de renda, em sua estruturação que buscava a reorganização da cidade, a qual privilegiou a camada rica da sociedade, residente das áreas centrais da região. Logo, lê-se como nociva a negligência governamental no remanejamento urbano, no qual submete a população  a acessos desiguais no contato cinemático.



      Em síntese, para mitigar as problemáticas, são necessárias medidas eficientes e imediatas. Destarte, os governos municipais, em parceria com o Ministério da Cidadania, deveriam realizar, por meio de políticas públicas financiadas por verbas governamentais, promover o planejamento urbano consciente e igualitário, tendo em vista promover a aproximação de redes cinemáticas, descentralizadas dos centros urbanos, para assim designar o engajamento social de acesso à cultura democraticamente. O processo de remanejamento dever ter um prazo estipulado em 5 anos e, assim, desenvolver os ideais propostos por Locke e pela Constituição Federal.

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