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ENEM 2019 : Democratização do acesso ao cinema no Brasil

 Coincidente ao filósofo espanhol George Santayana, ''aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo''. O embate perante à democratização correlação ao acesso a cinemas no Brasil, na qual apenas 17% da população frequentam a atividade, não é um problema hodierno. A julgar, tal questão tem se tornado uma vicissitude desde o desmembramento da globalização, de maneira iminente a oferecer o prestígio somente às classes médias. Desse mesmo modo, na contemporaneidade, as dificuldades a vetar a falta da democracia no acesso ao cinema instabilizam o almejo do progresso social. Nesse contexto, a implicação da participação do espectador das minorias, bem como a preferência de exibição de filmes piratas à cinema são fatores que não podem ser negligenciados.


 A priori, cabe pontuar que o exercício acerca da exclusão preeminente a minorias, como exemplo a sociedade periférica, tem sido um problema sociocultural. De acordo com a Constituição Federal, promulgada em 1988, o direito de ir e vir é cláusula pétrea, o que significa dizer que não é possível violar esse direito; ou seja, a vivência de uma sociedade eleita democratizada deve aceitar, sem exceções, indivíduos menos favorecidos a frequentar cinemas. Ademais, o fato da diminuição de salas de cinema relacionado ao processo de urbanização exacerbada, - fontes do site ''cinema perto de você'' -, determinam a precariedade do acesso ao cinema, contribuindo para falta de engajamento. Diante disso, é dever do governo deliberar medidas efetivas que possam acolher tais espectadores e reformular a democratização dos cinemas.


 A posteriori, convém frisar que a ênfase da propagação de filmes piratas também contribui problematicamente a democratização do acesso ao cinema no território brasileiro. Segundo a modernidade líquida, postulada por Zygmunt Bauman, a sociedade vive uma época de incertezas, visto que, a cinematografia era alvo de cientistas e, com o passar do tempo, serviu como máquina de entreter o público. Todavia, com a aldeia global, tornou-se fácil a manipulação e gravação de filmes, contribuindo para uma indústria pirata, ou melhor, a cultura original perdeu sua ''aura'' (descrita por Benjamin ao criticar a Indústria Cultural). Dessa forma, nota-se a necessidade de planejamentos governamentais para fortalecer o ramo do cinema e sua cultura.


 À luz do exposto, adverte-se que medidas são fundamentais para atenuar a problemática. Mediante à afirmação do filósofo Jean-Jaques Rousseau: ''a vontade geral deve emanar de todos para ser aplicada a todos''. Para que a democratização do acesso ao cinema no Brasil seja reformulada e, posteriormente, uniformizada, urge que o Ministério da Cultura faça ações que visam a democracia acessível a todos os indivíduos, por meio da criação de entretenimento no mercado cinematográfico em lugares que não são privilegiados, para que as minorias sejam incluídas neste meio. Outrossim, é imprescindível que a imprensa disponibilize livros que viraram filmes em instituições escolares, para os alunos adquirirem intelecto cultural. Logo, poder-se-á afirmar que a pátria educadora ofereça mecanismos exitosos para que o almejo da democratização do acesso ao cinema não seja mais um problema no Brasil.


  

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