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ENEM 2018

O avanço da tecnologia proporcionou o uso da internet por muitas pessoas no mundo. Além de conter informações e aumentar a comunicação entre os indivíduos, a internet possibilita que algoritmos sejam criados a partir de dados dos usuários, tornando o uso mais personalizado. O problema é que, o armazenamento desses dados pelo sistema gera a manipulação do comportamento dos internautas devido à restrição das informações disponíveis. Isso afeta a liberdade de escolha e promove uma obediência influenciada que cria bolhas sociais. Sendo assim, é necessário discutir a problemática e alertar seus efeitos que podem ser prejudiciais ao senso crítico do cidadão.


O acesso à internet já é um hábito na vida de grande parte da população. Sabendo disso, empresas investem em aplicativos que proporcionem conteúdos de grande interesse. Um exemplo disso é o aplicativo de músicas Spotify, nele são criadas lista de músicas personalizadas com canções de estilo parecido com as que os usuários escolhem ouvir. Portanto, é nítida a facilidade com que o sistema consegue captar os dados dos indivíduos e juntamente dos algoritmos criar um padrão de reconhecimento e seleção de inúmeros conteúdos. Apesar desse método ser utilizado em locais ingênuos como um aplicativo de música, esse mesmo processo ocorre na disseminação de informações na internet. As notícias são manipuladas para aparecerem aos usuários, ou seja, há restrição das informações disponíveis e apenas algumas são mostradas, podendo elas ser contra ou a favor da situação noticiada. Isso acaba influenciando a opinião do internauta e mostra como há uma manipulação de julgamento, em que o indivíduo se encontra refém de uma máquina que decide qual notícia deve ou não ser lida.


Em paralelo a esse problema, há uma mudança nas relações entre as pessoas. Devido a manipulação do senso crítico do cidadão a sua mente se fecha para a opinião alheia e é criada a bolha social. Nessa bolha, pessoas com pensamentos parecidos se isolam das que tem ponto de vista divergente. Os algoritmos surgem outra vez mostrando o seu papel de pré-selecionar as opções que os internautas têm disponíveis. Como exemplo, na rede social Facebook, os usuários podem bloquear e excluir conteúdos e pessoas que não os agradam. Além disso, essa rede social dá sugestões de amizades, indicando pessoas que podem compartilhar da mesma opinião. No cenário atual isso é muito prejudicial, já que, segundo o IBGE, quase 65% das pessoas com 10 anos ou mais utilizam a internet. Esse dado mostra que grande parte da população jovem está conectada na internet e eles recebem toda essa influência dos algoritmos, o que atrapalha a formação de opinião própria e, assim como já citado, interfere no senso crítico.


Portanto, medidas devem ser tomadas para que os indivíduos não sejam mais reféns de máquinas que afetem a liberdade de escolha. O Governo Federal necessita promover uma lei punindo empresas que pratiquem o uso de dados com a finalidade de influenciar ou filtrar as notícias que os internautas acessem. Para isso, programas de fiscalização devem ser disponibilizados em aparelhos eletrônicos como uma forma de prevenir o controle de dados. Além disso, o Ministério da Educação, em conjunto com os professores, deve providenciar palestras orientando os alunos sobre o uso consciente da internet, ensinando a pesquisar e verificar notícias e informações, para assim, formarem opinião própria sobre os assuntos. Dessa maneira, haverá redução das bolhas sociais e os indivíduos poderão praticar o diálogo, aumentando seu conhecimento e crescimento pessoal.

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