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ENEM 2016 - prova 2

"O importante não é viver, mas viver bem." Para Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância que ultrapassa própria existência. No entanto, quando se observa o racismo em questão, no Brasil, verifica-se que esse ideal filosófico é constatado na teoria e ignorado na prática, não só pelo descaso da sociedade frente ao negro, como também pela ineficiência das medidas governamentais.
Em primeiro lugar, destaca-se o papel feito pela sociedade como impulsionadora do problema. Conforme o dito por Hannah Arendt, em "A banalidade do mal," o pior mal é aquele visto como algo cotidiano, corriqueiro. Sob tal visão, uma comunidade, acostumada a inúmeros casos de preconceito e desigualdades, vê o racismo como algo inerente à realidade do país. Nesse cenário, a segregação racial é pior e abusiva, pois, frente à herança histórica causada pela escravidão, o negro é colocado na condição de subproletariado, uma vez que, não há igualdade de oportunidades.
Além disso, é indubitável que a questão constitucional e sua aplicabilidade estejam entre as causas do problema. Consoante ao artigo 5º da Constituição de 1988, são garantidos os diretos à vida, à liberdade e à igualdade. Entretanto, vê-se que isso não é garantindo quando as liberdades individuais e o acesso à cidadania são afetados pelo racismo, haja vista, os altos índices de criminalidade, mortalidade e analfabetismo na população negra, já que, frequentemente, são impossibilitados de integrar a sociedade. Vista disso, um dos maiores desafios.
Portanto, é evidente que ainda há obstáculos para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, cabe ao Governo Federal em parceria com as emissoras de televisão, alertar e induzir a população sobre o quanto o preconceito racial é prejudicial, por meio de campanhas de abrangência nacional, além de cartazes espalhados por pontos de grande circulação, como rodovias, aeroportos e escolas, onde o objetivo seja conscientizar as pessoas sobre esse grande problema social e propicie que os negros possam ter não só o direito à igualdade, como também sua cidadania garantida. Dessa forma, com base no equilíbrio proposto por Aristóteles, essa problemática será, gradativamente, minimizada no país.
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