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ENEM 2016 - prova 1

Em 1835 aconteceu no Brasil a revolta dos Malês. Este movimento lutava em prol da liberdade de culto, que tinha como matriz religiosa a Islâmica. Entretanto, ele foi rapidamente sufocado pelo governo. Após 182 anos, ainda discute-se no país a intolerância religiosa. Mesmo com a laicidade do Estado e o direito a liberdade de crença sendo garantida pela Constituição. Ainda há muito que se evolui em relação a intolerância religiosa, em um país que a imposição é fruto da sua história e herança da sua condição.

De acordo com Emile Durkheim, a cultura do ser humano é fruto da sua sociedade. Dessa forma, nota-se que no congresso brasileiro há uma bancada religiosa que impõe seus valores a nação. A última e lastimável imposição foi a "cura gay". A partir do momento que você coloca seus valores pessoais e religiosos a outras pessoas, parte-se de um pressuposto que a sua posição é a certa e a dos outros erradas. Essas condições levam aos indivíduos a não tolerar as diferenças religiosas por causa de um dogma de uma determinada religião. Além disso, em um país que mais de 70% das pessoas declaram-se católicos ou protestantes, ou seja, os valores morais religiosos são maiores que as condições de cada indivíduo. E isso torna-se um perigo para um país que a capacidade racional é frágil.

Ademais, segundo dados da Secretária de direitos Humanos do Brasil, a intolerância religiosa é maior com as de origens Afro-brasileiras. É impossível separar o passado escravagista a esses dados. De acordo com o sociólogo Gilberto Freyre, o Brasil é harmônico pelas suas mistura de etnias. Todavia, no que se diz a religião, nota-se, um grande afastamento em relação as de matrizes africanas. Como diz o sermão do Padre José de Anchieta: o negro precisa ser um escravo para liberta a sua alma dos pecados. Portanto, no Brasil contemporâneo, percebe-se que a intolerância religiosa está ligado ao seu contexto sócio-histórico. Destarte, faz-se necessário uma intervenção de ambos os setores da sociedade para que os direitos sejam garantidos, tanto na esférica teórica, quanto na prática.

Infere-se, portanto, que a intolerância religiosa é um mal para sociedade brasileira. Sendo assim, cabe ao Governo Federal construir delegacias especializadas em crimes de ódio contra religião, a fim de atenuar a prática do preconceito na sociedade, além de aumentar a pena para o quem praticar. Ainda cabe à escola criar palestra sobre as religiões e suas histórias, visando informa crianças e jovens sobre as diferenças religiosas. Dessa forma, diminuindo o preconceito na sociedade em relação a intolerância religiosa. Ademais, a sociedade deve-se mobilizar em redes sociais, com intuito de conscientizar a população sobre os males do preconceito religioso. Assim, os direitos serão garantidos em ambos os setores
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