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Elitização artística e preconceitos no Brasil

 Durante a Idade Média, a construção dos feudos - muros que delimitavam uma área - promoveu a segregação de milhares, impedindo o acesso dos camponeses a bens e recursos considerados da nobreza. Semelhante a essa época, no contexto contemporâneo, a cultura no Brasil encontra-se elitizada, visto que grande parcela da população não tem acesso a cinemas, teatros, museus, entre outros. Sendo assim, tanto a mercantilização da cultura, quanto os valores exorbitantes cobrados, consagram a "feudalização" cultural.


 Em primeiro lugar, com a industrialização da arte o interior brasileiro torna-se pouco atraente, por não possuir grande contingente populacional não é capaz de gerar lucros exorbitantes como as metrópoles, sendo deixado de lado. Segundo a Escola de Frankfurt houve a mercantilização cultural onde filmes, peças de teatro, números de dança, e outras formas de arte/lazer são padronizadas e massificadas, tendo como único fim a maximização dos lucros. Dessa maneira, regiões do interior permanecem alheias a estes serviços.


 Outrossim, os valores elevados cobrados nos ingressos em espetáculos e cinema, juntamente com os gastos na alimentação, torna o acesso a estes lugares superfluo para pessoas carentes, já que essas na maioria das vezes não possuem dinheiro nem para as necessidades cotidianas, contribuindo para a criação de preconceitos, onde o pensamento vigente é que estes meios de lazer são apenas para menbros da classe média/alta. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 94% dos brasileiros entrevistados nunca frequentou museus; 95% jamais assistiram espetáculos de dança e 14% já foram ao cinema. Dessa forma, milhares de brasileiros não frequentam ambientes culturais e quando o fazem são julgados por seus grupos sociais.


 Infere-se portanto, a negligência vivenciada no país relacionada a temática. Logo, a fim de promover a democratização cultural, cabe ao Ministério da Educação e Cultura (MEC) promover a criação de cinemas, teatros e espetáculos "populares" em escolas e áreas periféricas, onde o acesso será gratuito e aberto a comunidade, por meio de verbas governamentais e ajuda de voluntários que trabalham em um destes meios, tendo em vista a importância da temática e a necessidade de mudar preconceitos relacionados a essa área, já que a cultura é um direito de todos. Ademais, compete a população se atentar para a problemática apresentada pela Escola de Frankfurt. Assim, haverá a desconstrução do feudalismo contemporâneo.

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