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Elitização artística e preconceitos no Brasil

    Pierre Bourdieu, pensador francês, postula que um instrumento que foi criado para ser artifício da democracia não deve ser convertido em objeto de opressão. Todavia, atualmente, o pensamento do autor é contraposto pela realidade, uma vez que a elitização artística e o preconceito social no Brasil estão presentes, consolidando uma face obscura da sociedade. Nesse sentido, torna-se como causa evidente as relações que constituíram a comunidade hodierna, bem como o abismo social existente nesta.


    Em primeiro plano, os acontecimentos históricos podem ser um empecilho à concretização de uma solução. De acordo com Claude Lévi Strauss, a interpretação adequada do coletivo é feita por meio do entendimento das forças que estruturam a sociedade. Desse modo, relembrando-se dos mecenas – burgueses que financiavam as obras de artes no período do século XVl –, é possível constatar que a arte surge como um elemento dos mais ricos. Nesse contexto, as produções artísticas que remetem à nobreza são mais valorizadas, em detrimento das que expressam a cultura popular, acarretando em um preconceito social.


   Outrossim, a discrepância entre as condições econômicas brasileiras é um grande impasse à resolução da problemática. Em consonância com Ariano Suassuna, um grande escritor, a injustiça secular dilacera o Brasil em dois países distintos, os dos privilegiados e o dos despossuídos. Dessa forma, as produções artísticas originadas pelos “despossuídos” são vistas por uma lente preconceituosa da sociedade e, simultaneamente, desprezadas. Entretanto, músicas, obras, peças teatrais vindas dos privilegiados são admiradas e restritas a estes. Posto isto, percebe-se uma exclusão da arte no Brasil, a qual deve ser contornada.


    Infere-se, a elitização artística no Brasil e o preconceito como problemas. Destarte, é mister que o Estado tome as medias cabíveis, a fim de cessar tal conjuntura. Por conseguinte, é necessário que o Tribunal de Contas da União envie verbas que, por intermédio do Ministério da Educação e Cultura, serão revertidas em debates e oficinas que elucidem a arte da periferia também como uma forma de expressão, a fim de conscientizar a sociedade e quebrar os preconceitos acerca desse fato. Dessa forma, o ideal proposto por Pierre Bourdieu será alcançado.

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