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Educação sexual e infância

    A Constituição Federal de 1988 dispõe em seu artigo 6º, caput, sobre a defesa dos direitos sociais, essencialmente à educação. Nesse sentido, é possível afirmar que o contato precoce do jovem com sexo é fruto de uma sociedade desvinculada de uma orientação sexual adequada aos jovens, que não só fere preceitos éticos e morais, mas também vai de encontro aos princípios da entidade de regulamentação máxima do país. No entanto, nota-se que barreiras são enfrentadas para solucionar o entrave, seja pela inação do estado, seja a partir da ignorância de alguns indivíduos.

   Mormente, vale destacar que a negligência das esferas de poder público, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências, figura como um fator preponderante para ratificação do problema. Acerca disso, é pertinente trazer o discurso do filósofo iluminista, Voltaire, no qual ele diz que: a manutenção dos direitos sociais é uma atividade intrínseca às funções dos governantes. Em razão disso, constata-se que os atuais líderes políticos estão indo contra o pensamento do racionalista, uma vez que o IBGE fornece dados que provam os efeitos nocivos do sexo na adolescência, por exemplo: gravidez e amadurecimento precoce, o que tira do jovem melhores oportunidades de emprego.

     Outrossim, observa-se que, conforme Sócrates - grande pensador da antiguidade - os erros são consequência da ignorância humana. Sob essa perspectiva, percebe-se que é inquestionável o fato de que o problema deriva, ainda, da mentalidade retrógada de parte da população, os quais agem de modo indiferente acerca do crescimento do empecilho, o que favorece sua difusão, pois ninguém se opõe. Logo, é lamentável que um país tão culto permita a difusão de uma ideologia ignorante, em que o jovem não recebe uma educação transformadora o suficiente para evitar os efeitos nocivos que o relacionamento íntimo demanda.

   Fica evidente, portanto, que medidas devem ser executadas para atenuar a conjuntura atual. Nesse contexto, o governo federal, na função de poder legislativo, deve agir em prol da população, por meio de leis e decretos, os quais orientem os jovens sobre os riscos de uma vida sexual prematura e desregrada de responsabilidade, com a finalidade de criar uma cultura pautada na valorização da saúde do jovem, e mais ainda desvinculada de ideologias ignorantes, o que já foi tão criticado por Sócrates. Só com essas medidas o país tornar-se-á mais justo e os ideais iluministas defendidos por Voltaire não serão mais uma teoria e serão concretizados na prática.

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