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Educação sexual e infância

A partir da revolução industrial, o número de filhos por família diminuiu drasticamente e muitas doenças que antes eram fatais, como a Sífilis, passaram a ser evitadas. Desde o século passado, o crescimento familiar tende a ser algo planejado e as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) podem ser prevenidas pelo uso da camisinha, mas com a tecnologia avançando, os casos de abusos sexuais em menores têm se tornado mais evidentes, aparecendo em jornais e outros meios de comunicação. A educação sexual na infância, então, é ferramenta fundamental na sociedade atual, pois é capaz tanto de prevenir doenças e filhos fora do planejamento, como de informar os sinais de abuso para que as crianças consigam se defender melhor.


De início, uma maneira eficaz de combater a proliferação de doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez precoce é por meio da informação. Como disse o filósofo iluminista, Immanuel Kant, o homem não é nada mais do que a educação faz dele. Ou seja, uma pessoa saudável, consciente das maneiras de se evitar doenças e filhos no momento indesejado, precisa ser educada para tal. Prova disso é o relatório da Organização Mundial da Saúde que aponta que pessoas que tiveram educação sexual em sua formação educacional são menos propensas a evitarem o uso da camisinha durante o sexo, logo, contraem menos doenças e se tornam pais mais tarde. Desse modo, discutir a necessidade do uso de preservativos desde antes do início da vida sexual é fundamental para melhorar a saúde da população.


Ainda, a pedofilia é um crime que já é tipificado no código penal, porém, não são todas os menores que reconhecem os sinais do abuso quando eles acontecem. Nesse contexto é possível aplicar a ideia de Paulo Freire que diz que a educação liberta e emancipa o indivíduo, pois uma criança que teve aulas de educação sexual vai ter mais capacidade de perceber os primeiros sinais de abuso e, possivelmente, agir de forma a se proteger do agressor antes que o caso fique mais sério. Um exemplo é o caso da filha adotiva do famoso cineasta Woody Allen, que denunciou publicamente que foi violentada pelo pai. Ela só fez isso depois de adulta, alegando que quando era mais nova não tinha ideia do que estava realmente acontecendo na relação entre eles, visto que faltava informações para reconhecer a situação como abusiva. Dessa forma pode-se notar que a educação sexual deve ser algo imperativo na formação das crianças, dado a gravidade do violência que elas podem sofrer.


É evidente, portanto, que desde antes do início da vida sexual as crianças precisam ser informadas sobre os riscos que o sexo envolve. Sob essa perspectiva, cabe ao Ministério da Educação mudar as diretrizes de ensino para que as aulas sobre sexualidade sejam obrigatórias desde o ensino fundamental. Isso pode ser feito orientando os colégios para que implementem um horário na grade curricular para tal, aumentando as verbas destinadas para que novos professores sejam contratados, elaborando cartilhas informativas e, também, agendando palestras nos colégios para que sexólogos orientem de maneira adequada os alunos. Sendo assim, educadas sobre o assunto desde a infância, as crianças vão poder crescer informadas sobre os riscos de abuso e de contrair doenças, ajudando a fazer com que a sociedade se torne mais protegida e saudável.

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