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Educação sexual e infância

O conceito de educação sexual na infância foi, quase sempre, tratado de forma controversa pelas famílias. Essa realidade, que ignora plenamente o período em questão, despreza uma importante oportunidade para o desenvolvimento do senso crítico e, consequentemente, acumula problemas futuros para a adolescência e fase adulta da vida. Nesse momento, os jovens, sem ter ainda alicerçados os preconceitos comuns para o tempo presente, estão mais dispostos a discutir sobre diversos assuntos, motivo que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMG), pode prevenir o alastramento de doenças sexualmente transmissíveis e o início precoce da vida sexual.


Primeiramente, é primordial dizer que, educar sexualmente é orientar, trabalhar a visão de mundo dos estudantes, alertando acerca de problemas futuros - "não incentivar de forma desmedida o ato". A esse respeito, na falta de bons direcionamentos, a incompreensão sobre a temática pode conduzir ao erro, especialmente, na ausência de maiores assistências dos familiares e da escola. Tal lacuna, por vezes, passa a ser substituída pela internet: mais rápida, acessível e equivocada.


Em segundo lugar, vale ressaltar que, informar não é, obrigatoriamente, formar. Comentários curtos e despreocupados sobre o assunto, apenas, não são resposta suficiente. Analogamente, o caso divulgado pelo G1 em 2009, do jovem britânico Alfie Patten, vem acrescentar ao debate: com apenas 13 anos tornou-se pai, juntamente com uma garota de 15 anos. Sobre o evento, o pai de Alfie comentou que se sentia mau pelo filho, pois ele não sabia o que significava "colocar alguém no mundo". O caso exemplifica a falta de informação dos jovens e a necessidade de uma maior atenção das famílias quanto a isso.


Deste modo, é certo dizer que a educação sexual está sendo secundarizada na formação infanto-juvenil, não sendo trabalhada de forma devida, ou mesmo, excluída. Para desmitificar o pensamento de erotização construído acerca da questão, faz-se mister que as escolas trabalhem a temática, desenvolvendo um diálogo perene por meio de atividade lúdicas que auxiliem no processo de inserção da problemática. Neste contexto, os pais, auxiliados pelos docentes, podem estender a discussão aos seus lares, auxiliando na progressão dos estudos. Esse trabalho, certamente, auxiliará na construção de uma próxima geração menos "predefinida" pela ignorância.

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