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Educação sexual e infância

Desde antes da escravidão, o Brasil sofre com a questão da violência e abuso sexual. Mulheres e crianças eram obrigados a reproduzir, seja para o seu Senhor vender a prole ou para criar outros novos escravos. Não tão distante dos dias atuais, os abusos ainda acontecem de forma frequente. Por isso, hão de ser analisados os fatores para que a educação sexual seja de fato implantada nas escolas brasileiras.

Inicialmente, é preciso reconhecer que nem todas as famílias são iguais e orientam devidamente seus filhos. Um gráfico feito pelo Ministério da Saúde, que recolheu dados entre 2011 e 2017, diz que 69,2% dos casos de abuso sexual em crianças acontecem dentro da residência da vítima, 37% o agressor é um familiar e 33,7% dos casos se repetem. A permissividade dos pais em falar com seus filhos sobre educaçao sexual é mínima ou nula, levando-o a buscar informações na internet ou com outros colegas, correndo o perigo de receber informações equivocadas, podendo colocar sua vida em risco, aumentando o número de casos de doenças venéreas e gravidez precoce.

Por outro lado, salienta-se que o Brasil, apesar de laico, ainda possui valores religiosos e conservadores muito fortes, e a implantação da educação sexual no cotidiano das crianças, supostamente entra em conflito com esses princípios, muitas vezes decrépitos e prejudiciais. Isso acaba resultando na falta de uma reflexão mais ampla sobre o assunto, favorecendo a constância da violência envolvendo o público infantil.

Em suma, são necessárias medidas que não só controlem o número de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), mas que também atendam a necessidade das crianças e suas famílias. Por isso, cabe aos Ministérios da Saúde e da Educação criar projetos que incentivem o ensino da educação sexual na vida escolar, adaptando para cada fase da vida da criança. As escolas devem capacitar seus professores, buscando trazer orientação e conforto para que esses alunos sintam-se confortáveis para exporem suas vivências. A educação sexual não ensina nem incentiva a criança a ter relações íntimas, mas sim a evitar atos traumáticos, gravidez indesejada e Infecções Sexualmente -forma mais comum, porém, não a única- Transmissíveis e também é importante para esclarecer situações de abuso.

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