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Educação sexual e infância

Uma boa educação é – indubitavelmente – uma das bases mais sólidas para a formação de um indivíduo ativo e consciente. Nesse sentido, a educação sexual também faz-se necessária. Embora seja um tema controverso – por perpetuar-se como tabu – deve ser discutido, podendo contribuir para uma infância saudável.


Por um lado, a educação sexual na infância é vista como um processo doutrinário que tem por finalidade, ou mesmo consequência, a sexualização e erotização dos pequenos. Doutra parte, é considerada ferramenta para a promoção de empoderamento e segurança aos menores, estimulando o autoconhecimento, bem como o respeito. Sendo assim, deve haver de fato um equilíbrio, para a eficácia de tal ensino-aprendizagem, por meio do esclarecimento de seus meios e fins. Dessa forma, pais e escola poderão – mutuamente – contribuir para o desenvolvimento de cidadãos autoconfiantes e empáticos.


Nota-se ainda que, na sociedade contemporânea, as crianças são imersas em ambientes que lhes bombardeiam com conteúdos de cunho sexual, direta ou indiretamente: letras de músicas, filmes, desenhos. Nesse contexto, uma educação pautada no respeito à faixa etária dos menores, serviria como escudo, dando lhes a base necessária para, por exemplo identificar atos inadequados, evitando e denunciando – o mais breve possível – casos de pedofilia e exploração sexual infantil, que são, infelizmente, uma realidade dentro e fora dos lares. Essa educação, deverá ainda estender-se aos adolescentes, de forma a inibir a gravidez precoce e a reduzir as alarmantes taxas de IST’s entre os jovens: fruto, dentre outros aspectos, do pouco conhecimento acerca do tema.


Dado o exposto, medidas devem ser tomadas, de forma a promover uma educação sexual aliada às necessidades das crianças. Deve-se primeiro definir como tal educação será promovida: profissionais responsáveis, bem como matriz curricular em consonância com a faixa etária, participação dos pais/responsáveis no processo. Para tanto, deve haver a participação de entidades governamentais – escolas, conselhos tutelares, assistências sociais – e não governamentais – OGN’S – e as famílias, discutindo e desmistificando o tabu acerca desse ensino. Somente assim, formar-se-ão indivíduos conscientes de si e do próximo, bem como será possível promover saúde e segurança às crianças e adolescentes, estreitando laços benéficos entre família, Estado e sociedade.

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