ENTRAR NA PLATAFORMA
Educação sexual e infância

A não abordagem da sexualidade em seus aspectos biológicos, culturais e sociais culminam na continuidade de comportamentos de risco, como o sexo desprotegido e a gravidez precoce, por exemplo. Nesse contexto, observa-se a necessidade de parceria entre família e escola para o norteamento correto e objetivo de crianças e adolescentes.


Em primeira análise, é imperioso sobrelevar o implícito papel da instituição familiar- principal órgão responsável pela iniciação do convívio social- no que tange à educação sexual, visto que esse corpo é responsável por acolher e sanar dúvidas. O afeto e a confiança, característicos da família, são necessários para o desenvolvimento da criança. Por outro lado, o dever da escola é semelhante ao da família, já que necessita dar margem à exposição de questionamentos e desmistificar certos assuntos; é importante que os professores orientem os alunos aos riscos e problemas propiciados por uma iniciação precoce da vida sexual e de relações desprotegidas.


Consoante às leis newtonianas, para cada ação, há naturalmente uma reação de mesma ou maior intensidade. Depreende-se, portanto, que a falta de diálogo, direcionamento e acesso aos serviços públicos de saúde sexual resultam problemas como a incidência de jovens gestantes no Brasil. Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada mil adolescentes entre 15 e 19 anos, quase 70 ficam grávidas. Ademais, o contágio da aids entre os jovens de 15 a 24 anos dobrou na última década, resultado da não utilização de preservativo de mais da metade do público supradito.


Posto isso, é notória a necessidade de ampla discussão da sexualidade nas escolas e em casa, visando conscientizar crianças e adolescentes para reverter o quadro vigente. Nos lares, é imprescindível o estreitamento de laços entre pais e filhos, criando uma atmosfera mais confortável para que todas as dúvidas sejam esclarecidas e maior confiança seja estabelecida, deixando abertura para debates e questionamentos. Em consonância com a família, as escolas devem analisar, por meio de palestras e programas estudantis, as transformações da puberdade, discutir métodos contraceptivos, conduzir os dicentes a identificar abusos e formar maior senso de responsabilidade frente à gravidez e a contração de DSTs. Desse modo, será construída uma sociedade de cidadãos mais éticos, conscientes e emocionalmente responsáveis.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde