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Educação inclusiva no Brasil

     A Constituição Federal de 1988, documento jurídico de maior relevância no país, garante em seu artigo 6 o direito à educação como fundamental a todo cidadão. Sob essa ideia, este direito na prática é negligenciado, visto que a educação no Brasil sofre muitos problemas para garantir a inclusão. Dessa forma, entende-se que a falta de preparação das escolas, pela precariedade dos investimentos governamentais, bem como o medo de ser excluído em uma sociedade na qual o bullying acontece frequentemente, apresentam-se como entraves para a concretização da integração social.
     Em primeiro lugar, a ausência de medidas estatais no que se diz a respeito aos investimentos em escolas perpeuta como grande agravador do problema. Segundo Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, “a educação é a arma mais forte para mudar o mundo”. De acordo com isso, um órgão de gigantesca importância para propagação da educação, além dos pais, é, sem dúvidas, a escola, e esta depende, sobretudo, dos investimentos estatais para seu funcionamento, assim, como o governo no país não fornece uma boa estrutura para esse órgão, muitos são os prejudicados e essa arma acaba sendo fragilizada. Visto isso, o sistema educacional não está preparado para receber todos os alunos, especialmente, os que possuem algum “desvio” do tipo “ideal” de aluno, tais como: autistas, deficientes mentais e físicos, grávidas, surdos entre outros, pois estes “grupos” possuem suas particularidades, sendo necessários um trabalho específico para o seu desenvolvimento, todavia  as escolas não tem o suporte necessário para tal ação. Diante disso, a educação só será a arma mais poderosa quando seus propagadores forem melhorados.
     Ademais, outro fator atua como agravante ao problema: o medo da rejeição em uma realidade que exclui. O personagem Auggie Pullman, do filme “Extraordinário”, é um garoto que possui uma deformidade em seu rosto, e por esse motivo foi educado em casa pelos seus pais até os seus 10 anos, pois estes tinham medo de seu filho sofrer rejeição na escola. De forma análoga, esta obra representa bem a realidade da nossa sociedade, de maneira que o bullying e a exclusão do diferente é muito comum no nosso meio, principalmente entre os jovens, o que leva aos pais terem receio em matricular seus filhos tanto pela falta de estrutura nas instituições, quanto pela ausência de recepção, preferindo, muitas vezes, a educação na própria casa. Desse modo, enquanto a exclusão for o desconforto para a inserção social, a inclusão não acontecerá de maneira efetiva.
     Observa-se, então, que tanto o Estado, bem como a sociedade atuam como agentes do problema. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável pelas políticas educativas, por meio de um projeto de inclusão, reestruturar todas as escolas do país, preparando-as estruturalmente e didaticamente para o recebimento de qualquer que for o aluno, e, por meio de palestras e mídias sociais, oferecer preparação para toda a sociedade sobre a maneira de como se portar diante de pessoas diferentes, para que o direito à educação, previsto na Constituição, seja contemplado a todos. Assim, os direitos de todos serão garantidos e a frase de Nelson Mandela acontecerá na prática.

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