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Educação inclusiva no Brasil

    Da evasão a permanência, a exclusividade do ensino não é a melhor opção


      O século XIX foi marcado pela introdução da segunda revolução industrial, nesse contexto havia uma latente demanda para que o ensino fundamental fosse moldado as bases industriais: Padronização estrutural, alinhamento de mesas e cadeiras e restrições disciplinares rígidas.  Adequado ao contexto de linha de produção em que se inseriu, porém hoje é obsoleto e incontínuo para a educação básica nas escolas. Nota-se atualmente uma consequência não somente dos alunos de plena capacidade cognitiva, mas principalmente àqueles alunos que portam deficiência e exigem um tratamento especial, haja vista que a não realização de implicações poderá gerar evasão escolar e também segregação social posterior. Essa visão negativa é capaz de ser consideravelmente minimizada com a atuação dos estados e municípios na resolução da problemática atual.


      Em primeira análise, é perceptível que os alunos considerados especiais, os quais necessitam de condições específicas para convivência em sociedade, são os mais prejudicados por este modelo de educação obsoleto. É viável que sejam propostos ambientes adequados, de fato, porém a melhor opção não será por via de grandes projetos orçamentários, como construção de colégios restritos, pois isso será um agravante a afastamento social destes jovens. Afirmava o filósofo e sociólogo tunisino, Piérre Levy: "Toda tecnologia cria seus excluídos". Nessa perspectiva de buscar a inclusão, é preciso viabilizar a reformulação dos métodos de aprendizagem da rede pública de ensino, uma vez que no atual sistema nota-se presente a evasão escolar, ou sequer a admissão destes potenciais alunos ao ensino fundamental. 


         Além disso, tendo em mente que a restrição do convívio de alunos especiais dos demais é um ato de prévia segregação social, ele deve ser evitado.  Nessa ótica, os motivos os quais levam a fuga de estudantes e a não continuidade da educação é vista pela falta de suporte em sala de aula. O sentimento de exclusão por parte do aluno considrado especial é intenso, pois ele se sentirá o único incapaz de ter oportunidades iguais aos outros, ademais, o sistema de instrução em salas com fileiras de cadeiras alinhadas e cores monótonas minimiza a capacidade e o interesse de quaisquer que sejam os alunos de se manterem motivados a frequentar a escola. 


       Depreende-se, portanto, que no atual contexto de evasão escolar e a não inserção dos alunos, os quais possuem determinada limitação, ocasionará a afastamento dessas pessoas em sociedade. Com o intuito de amenizar este fato, estados e municípios junto as escolas da rede pública deverão reformular os métodos de educação responsável por esta problemática. Carecerão assim de uma remodelação organizacional nas salas de aula, como acentos personalizados ou até mesmo um simples remanejamento de mesas, salas e cadeiras. Métodos de avaliação de acordo com a necessidade do mercado e também da individualidade de cada discente serão essenciais, e como mudança principal, se fará necessário ter presente no mínimo 2 docentes por sala, sendo um deles ao menos com uma deficiência paterna, pois através do exemplo é que a situação atual de ensino será mais integradora, tendo agora o aluno que se via excluído, motivado pelo professor a continuar frequentando a escola. 


 

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