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Educação inclusiva no Brasil

                No filme “Extraordinário” o protagonista Auggie possui uma síndrome e ao ingressar na escola enfrenta diversos desafios, como o bullying na instituição, realizado pela dificuldade dos outros alunos em lidar com o diferente. De maneira análoga, no Brasil, a educação inclusiva possui vários impasses para ser implementada com êxito, como a falta de preparo das escolas e o bullying dos alunos, que são fatores que dificultam o ingresso das pessoas com deficiência no âmbito escolar.


                Em primeiro plano, é lícito postular a falta de preparo das escolas como barreira da inclusão escolar no país, visto que a desqualificação do colégio, no que tange à educação inclusiva, gera dificuldades para o aluno deficiente. Em 2020, o governo implantou a Política Nacional de Educação Especial (PNEE), que visa incluir alunos com deficiência e transtornos do desenvolvimento. Ademais, conforme Gilberto Dimenstein afirma, em seu livro “Cidadão de papel”, as leis e políticas brasileiras não são cumpridas, na prática, sendo transformadas em letras mortas. Nesse viés, a PNEE não é posta em prática devido à ausência de adequação das escolas com os alunos deficientes, que são prejudicados pela falta de uma educação inclusiva no Brasil. Infere-se, assim, a urgência de um preparo com os profissionais da educação para conseguir incluir os alunos diferentes nas escolas.


                Outrossim, é irrefutável que o bullying nas escolas com os diferentes são práticas que corroboram com a falta de uma educação acessível a todos, visto que os alunos que sofrem o bullying se sentem desmotivados a frequentar o instituto. Segundo o físico Albert Einstein, “é mais fácil desintegrar um átomo do que o preconceito”. Nessa perspectiva, o bullying, que é uma forma de demonstração do preconceito, praticado contra o aluno diferente é mais difícil de ser combatido do que desintegrar um átomo, mostrando a força do bullying nas escolas. Por consequência disso, a educação inclusiva sofre o impasse dos alunos não aceitarem o diferente, porque não foi ensinado aos estudantes a respeitarem o que é dessemelhante de si. Evidencia-se, então, a necessidade de se praticar empatia nas escolas para diminuir o bullying e projetar uma inclusão nas instituições de ensino.


                É essencial, portanto, que medidas sejam tomadas para solucionar esses problemas. De modo que isso ocorra, é importante que o governo ofereça um treinamento aos funcionários de escolas através de palestras e campanhas, com o intuito de mostrar orientações de como administrar as escolas, com a finalidade de colocar em prática a PNEE. Além disso, é indispensável que a família - instituição social formadora da primeira infância - ensine aos filhos a necessidade de aceitar as diferenças dos outros, através da demonstração que não existem pessoas iguais, para diminuir o bullying nas escolas. Dessarte, o filme “Extraordinário” não será uma representação da realidade e sim apenas uma obra ficcional.

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