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Educação inclusiva no Brasil

  O herói fictício da “Marvel”, Demolidor, além de combater ao crime, é um deficiente visual que se formou em Direito em uma das melhores universidades do país. Paralelamente, fora da ficção, é possível perceber uma grande dificuldade na inserção de deficientes nas escolas. Esse cenário problemático ocorre não só pela falta de infraestrutura e investimentos na educação inclusiva, mas também devido ao preconceito que exclui socialmente essa minoria. Logo, faz-se vital a análise dessa situação com o intuito de combater os obstáculos para a consolidação democrática da educação.


  A priori, é importante destacar o défice em investimentos na educação. Segundo o IBGE cerca de 6,7% da população brasileira possui algum tipo de deficiência e, com base no Censo Escolar de 2010, quase 30% desse grupo está excluído da convivência escolar. Dessa forma, a falta de professores preparados, documentação adaptada, intérpretes e outras ações inclusivas dificulta o aprendizado e o pleno exercício de direitos.


  Outrossim, é imperativo pontuar o papel do capacitismo no agravamento da situação. De acordo com o pensador Byung-Chul Han, em seu livro “Sociedade do desempenho”, o homem moderno é incentivado a ser sempre produtivo e competir com os demais, levando ao adoecimento e exclusão dos “improdutivos” da sociedade. Assim, isolar os deficientes do acesso à plena educação e socialização, impedindo a realização de todo seu potencial, traz consequências nefastas: o reforço do esteriótipo de que essas pessoas são incapazes e portanto, deveriam permanecer marginalizadas.


  Logo, cabe ao Ministério da Educação, em união ao Ministério da Cidadania, por meio de verbas governamentais, lançar campanhas publicitárias para elucidação sobre pessoas com deficiência, formas de evitar atos discriminatórios e benefícios da inserção desses cidadãos em espaços “comuns”, visando conscientizar a população e incentivar a busca por direitos e melhorias nos espaços públicos. Somente assim será possível a formação de diversos “demolidores” pelo país.

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