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Doação de sangue no Brasil

Conforme o Instituto Oswaldo Cruz, a primeira transfusão de hemocomponentes humanos foi realizada pelo obstetra inglês James Blundell e o médico utilizou a técnica para salvar a vida de diversas puérperas em estado hemorrágico grave. Assim, mesmo após dois séculos da descoberta e evolução tecnológica, a importância da doação sanguínea para fins hemoterápicos mantém-se. Entretanto, fica claro que, no Brasil, os bancos de sangue e, consequentemente, os tratamentos realizados através dele têm sido prejudicados divido à escassa doação no país, que se dá pela falta de conscientização populacional e deficiência estrutural, proporcionadas pelo Governo.


Tendo em vista a realidade supracitada, a carência e falta de confiabilidade, que suportam estigmas impregnados na cultura brasileira, acerca da transfusão sanguínea, relacionam-se intimamente com o imbróglio. Analogamente, durante a Revolta da Vacina, causada pelo desconhecimento e consequente estigma envolvendo os imunizantes, no Rio de Janeiro de 1904, trouxe conflitos violentos e impediu a população de apropriar-se da benéfica medida sanitária. Dessa forma, é indubitável que sem a devida compreensão popular, tanto da confiabilidade, quanto da segurança e benefícios da doação de sangue, os hemocentros do país continuarão sofrendo com a falta crônica da hemolinfa.


Outrossim, é imperativo pontuar a insuficiência quantitativa de centros captadores, onde os procedimentos podem ser realizados e os donativos armazenados. Atualmente, segundo o Governo Federal, existem apenas 32 hemocentros coordenadores em todo o território nacional, frente aos 5.570 municípios brasileiros. Destarte, é evidente que a incompetência estatal em disponibilizar centros de coleta suficientes para suprir a demanda pátria interfere diretamente na efetuação das doações e, por conseguinte, de seu dever constitucional de garantir uma saúde adequada e vida de seus cidadãos.


Portanto, é inaceitável que os empecilhos destacados prevaleçam e que o caótico quadro atual mantenha-se. Nesse sentido, o Ministério da Saúde, órgão responsável por preservar o bem-estar e qualidade de vida no país, deve intervir e elucidar a população, por meio de campanhas educativas, veiculadas em mídias sociais e ambientes comunitários, almejando maior informação populacional e o fim do preconceito acerca da transfusão sanguínea. De mesma forma, faz-se imprescindível que o Ministério da Infraestrutura crie mais unidades de arrecadação hemoterapêuticas, tendo como objetivo último a facilitação do processo e ampliação do armazenamento corrente do fluido essencial.

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